Uma nova espécie é encontrada a cada três dias na Amazônia

Redação EcoDesenvolvimento.org

sapo exótico exotic frog

Foto: Allobates granti_female + Philippe J. R. Kok

Mais de 1.200 novas espécies de plantas, peixes, anfíbios, répteis, aves e mamíferos foram descobertos no bioma Amazônia nos últimos 10 anos. As descobertas estão publicadas no relatório Amazônia Viva: uma década de descobertas 1999-2009, da Rede WWF, e, de acordo com especialistas, reforçam a diversidade e riqueza biológica local.

O documento apresenta 637 plantas, 257 peixes, 216 anfíbios, 55 répteis, 16 aves e 39 mamíferos descobertos durante o período determinado, contabilizando uma média de uma nova espécie revelada a cada três dias.

Para o coordenador da Iniciativa Amazônia Viva da Rede WWF, Francisco Ruiz, o relatório demonstra a incrível diversidade de vida na Amazônia. “O relatório nos faz lembrar quanto ainda temos que aprender sobre essa região única e o que pode se perder se não promovermos a conservação ambiental”, afirmou.

Ele reforçou ainda que é necessário garantir benefícios econômicos, sociais e ambientais para a população amazônica e também para aquelas que vivem na zona de influência climática da Amazônia como forma de ajudar a controlar a destruição.

Para o superintendente de conservação do WWF-Brasil, Cláudio Maretti, o relatório é um grande incentivo para o trabalho de conservação da biodiversidade no país. “O Brasil é o país com o maior número de espécies descobertas nessa década. Foram 280 novas espécies. Seis das sete espécies de primatas descobertos estão no Brasil. Temos que continuar protegendo a Amazônia e conservando ainda mais essa grande riqueza do país”, lembrou.

Entre as novas descobertas está uma espécie de sucuri, a Eunectes beniensis, uma rã com colorações marcantes (foto), a Ranitomeya amazônica, o Papagaio-de-cabeça-laranja (que está na lista das “quase ameaçadas”, pelo fato de sua população ser razoavelmente pequena e estar em declínio devido à perda de habitat) e outra espécie de Boto-cor-de-rosa.

papagaio de cabeça laranja exotic bird

Foto: Pyrilia aurantiocephala – 1 + Arthur Grosset

Ameaças

Para os especialistas, o relatório deve servir de alerta para as ameaças contra a Amazônia, que teve 17% de sua floresta destruída nos últimos 50 anos (uma área maior do que a da Venezuela e o dobro da Espanha).

Uma das principais causas dessa transformação é a rápida expansão dos mercados regional e mundial para a carne, soja e biocombustíveis, o que provoca o aumento da procura pela terra. Estima-se que 80% das áreas desmatadas na Amazônia estejam ocupadas por pastagens para o gado. A Amazônia ainda sofre o impacto dos modelos de desenvolvimento não-sustentável, do rápido crescimento econômico na região e da crescente demanda energética.

As florestas da Amazônia abrigam não somente a maior diversidade de vida do planeta como, também, estocam entre 90 e 140 bilhões de toneladas de carbono. A liberação de até mesmo uma pequena porção desse carbono, como resultado da perda florestal e da mudança no uso da terra, iria acelerar o aquecimento global de forma significativa e comprometer a vida no planeta assim como nós a conhecemos.

“É preciso agir com urgência e imediatamente se quisermos evitar esse cenário assustador”, destacou Francisco Ruiz. “O destino da Amazônia, e de suas espécies, sejam elas conhecidas ou ainda a serem descobertas, depende de uma mudança significativa no atual modelo de desenvolvimento adotado em todos os países amazônicos”, concluiu.

Com informações do WWF.

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Crimes ambientais na Amazônia poderão se tornar inafiançáveis

Amazônia total

Os crimes ambientais cometidos contra a flora da Amazônia poderão se tornar inafiançáveis e imprescritíveis caso seja aprovado projeto de lei do senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) que tramita na Comissão do Meio Ambiente e Defesa do Consumidor (CMA), com a relatoria a cargo do senador Jefferson Praia (PDT-AM).

Pelo PLS 460 de 2008, crimes ambientais, já punidos com pena de detenção e multa pela legislação em vigor, serão tratados como crimes que não prescrevem nunca e tampouco permitem que os acusados respondam por eles em liberdade, através do pagamento de fiança.

Entre esses crimes estão os de danificar floresta de preservação permanente, até mesmo corte seletivo de árvores ou extração de pedra, cal ou minerais nessas unidades de conservação sem autorização da autoridade competente.  Provocar incêndio em mata ou floresta e adquirir madeira ou carvão sem exigir licença autorizada do vendedor também são crimes previstos na proposta de lei.

Em sua justificação, Artur Virgílio argumenta que a enorme extensão territorial abrangida pelo bioma amazônico, aliada à sensação de impunidade diante de penas de detenção menores que quatro anos, prazos prescricionais reduzidos e facilmente substituídos por multas ou serviços à comunidade, tornam inócua a tentativa de punir os crimes ambientais na Amazônia.

Para o senador, a punição mais severa dos crimes como a impossibilidade de fiança ou de prescrição, poderá dissuadir potenciais criminosos, resultando na diminuição da ocorrência de delitos ambientais, infelizmente prática cotidiana contra o bioma amazônico nos dias de hoje, destaca Arthur Virgílio.

A matéria tramita na CMA e, posteriormente, segue para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ)

Autor: Laura Fonseca   –   Fonte: Agência Senado

Amazônia

A Amazônia está na crista da onda. Seu futuro tem sido discutido, nos últimos anos, de maneira intensa pela comunidade científica, mídia, políticos e sociedade em geral tanto no Brasil quanto no resto do mundo. Não é para menos. Afinal é a maior área contínua de floresta tropical do mundo e já foi considerada o pulmão do nosso planeta na luta contra o aquecimento global, teoria hoje descartada. No entanto, sua importância continua sendo grande. Estudos mostram que o desmatamento poderá alterar, por exemplo, a dinâmica das chuvas no planeta, além de uma série de outros problemas. Além disso, a região é um fonte de recursos que enche os olhos de vários empresários, desde os madeireiros até a indústria farmacêutica.

 

AMAZON

AMAZÔNIA - A MAIOR FLORESTA TROPICAL DO MUNDO

A maior floresta tropical do mundo

A Amazônia é a maior floresta tropical em área contínua da Terra. São cerca de 7 milhões de quilômetros quadrados divididos entre o Brasil, Venezuela, Suriname, Guiana, Guiana Francesa, Equador e Colômbia. Nela também está a maior bacia hidrográfica do mundo com o maior rio do planeta, o Amazonas. Ficam no Brasil cerca de 80% da floresta.

A maior parte do ecossistema amazônico fica em terra firme numa grande planície de 100 a 200 metros de altitude que segue até as montanhas onde inicia a Cordilheira dos Andes. Esta grande planície é fruto dos sedimentos deixados pelo lago Belterra, que existiu na região se formou a 1,8 milhão de anos atrás e desapareceu há 25 mil anos.

Na foz da bacia hidrográfica no litoral brasileiro, o solo e a vegetação estão praticamente no nível do mar e, em algumas áreas abaixo, o que faz com que o mar invada o leito do rio, provocando um fenômeno chamado pororoca. Igarapés, estreitos riachos que cortam a mata, e igapós, extensas áreas com água cobrindo a vegetação mais baixa, são comuns na região. Uma das mais interessantes atrações turísticas da região, o encontro das águas em Manaus mostra outra característica da região: de um lado as águas escuras e ácidas do rio Negro, do outro as barrentas do rio Solimões se unem para formar o Amazonas.

 

RIO NEGRO E SOLIMÕES

Encontro das águas - Rio Negro e Solimões

 


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Desmatamento da Amazônia é ‘dragão adormecido’, diz pesquisador

Reaquecimento da economia deve aumentar pressão sobre a floresta, Daniel Nepstad apresentou na COP 15 plano para erradicar a devastação.

Total Amazon
Amazônia Total

O desmatamento da Amazônia, que este ano teve uma baixa histórica, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), deve crescer novamente quando os preços das commodities voltarem a subir, afirma Daniel Nepstad, pesquisador do Woods Hole Research Center, nos EUA. “É um dragão adormecido”, diz.

Nepstad vê como inevitável que a pressão sobre floresta ressurja quando a economia global retomar o crescimento. “Então, o desmatamento pode voltar a explodir”. Ele cita como exemplo projeções de que a demanda por ração animal – que provém, em parte, da soja – na China deve crescer mais de 100% nos próximos dez anos e que o Brasil deve ser um dos maiores fornecedores de matéria-prima para esse alimento.

O cientista americano é um dos autores da pesquisa publicada nesta sexta-feira (4) na revista “Science”, que conclui que o Brasil necessita entre US$ 6,5 bilhões e US$ 18 bilhões para eliminar definitivamente o desmatamento da região amazônica até 2020.Com isso, o estudo defende defende uma meta ainda além dos 80% de redução da devastação que o governo do Brasil vai apresentar na COP 15.

De acordo com a pesquisa, se o país pusesse fim ao desmatamento, as emissões globais de dióxido de carbono cairiam entre 2% e 5% em relação aos níveis atuais.

“Começamos a perceber que se a Amazônia era parte do problema das emissões de carbono, também poderia ser parte da solução”, explica Paulo Moutinho, do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), outro autor do trabalho e que, junto com Nepstad, apresentou suas conclusões na Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas, em Copenhague, nesta segunda-feira (7).

Eles defendem que o Brasil deve aproveitar o momento de redução do desmatamento para acabar de vez com o problema. O dinheiro para tomar as medidas necessárias sairia de mecanismos internacionais de financiamento, um dos pontos centrais das discussões durante a conferência climática.

Consumidor é fundamental para a Amazônia

Autor: Paula Scheidt   –   Fonte: CarbonoBrasil

Ao decidir por um produto que comprovadamente não contribua para a destruição ambiental, habitantes de grandes centros urbanos, como São Paulo, interferem diretamente na outra ponta da cadeia produtiva e contribuem para a preservação

A cidade de São Paulo, maior mercado consumidor do Brasil, e a Amazônia, território com baixa densidade populacional porém rica em biodiversidade, são dois elos de uma cadeia produtiva que dependem do consumidor para alcançar a sustentabilidade, defenderam nesta terça-feira especialistas durante a Conferência Internacional Ethos 2009, realizada em São Paulo.

Dados do Imazon mostram que 95% da carne bovina e 64% da madeira produzida no país têm como destino certo o mercado interno. Por esta razão, “uma decisão tomada aqui, em termos de mercado e escolhas do consumidor, surte efeito sobre a destruição ou conservação da Amazônia”, afirma o presidente do Conselho de Administração da Sadia e da Fundação Amazonas Sustentável, Luiz Fernando Furlan.

A secretaria institucional do Ministério do Meio Ambiente, Samyra Crespo, concorda, defendendo que a contribuição dos habitantes das regiões Sul e Sudeste para a conservação da Amazônia será a partir da conscentização dos individuos.  “Acho que as massas de consumidores irão demandar isso e, mais, o movimento já começou e tendencialmente é irreversível”, disse.

O sócio-fundador do Instituto Socioambiental,  Marcio Santilli, ressalta que a responsabilidade pelos problemas ambientais normalmente recai sobre os produtores, contudo, toda a cadeia tem ‘culpa no cartório’.

Um exemplo da ação em cadeia foi apontada pelo relatório “Farra do Boi na Amazônia”, divulgado no início de junho pelo Greenpeace. Segundo o documento, grandes marcas como Nike, Adidas, BMW, Gucci, Timberland, Honda, Wal Mart e Carrefour impulsionam, involuntariamente, o desmatamento da Amazônia, adquirindo produtos envolvidos no desmatamento ilegal.

O relatório já desencadeou reações, como a decisão das três maiores redes de supermercados do País, Carrefour, Wal-Mart e Pão de Açúcar, de suspender as compras das fazendas envolvidas no desmatamento da região. Segundo Samyra, no próximo dia 23 a Wal-Mart irá divulgar um plano de metas que pretende envolver toda a cadeia produtiva.

Exemplo

Santilli destaca também que é preciso agir e não ficar esperando que o governo lidere o movimento de mudanças. “Somos uma sociedade corporativa e nosso governo é corporativo, por isso temos que mudar no chão, passar do ‘saber’ para o ‘agir’”, afirma.

Com o projeto Ikatu Xingu, o Instituto Socioambiental conseguiu promover a recuperação de 500 hectares de mata ciliar na nascente do Rio Xingu no Mato Grosso sensibilizando a comunidade dos municípios que mais sentiam os efeitos do desmatamento na qualidade da água. “Quando a gente consegue convencer as pessoas a colocar a mão na terra, elas gostam disso e cuidam, pois a cultura do agricultor começa a se manifestar no ‘mato que ele plantou’ e que antes não tinha com a mata nativa”, explica Santilli.

Por esta razão, Santilli incentiva que seja qual for desafio a ser enfrentado, é preciso que a ação parta da sociedade.

Amazônia exige fim da lógica da exploração

Autora: Paula Scheidt   –   Fonte: CarbonoBrasil

A geógrafa Bertha Becker defende mudanças na região, marcada pela exportação das riquezas sem deixar benefícios locais, e critica o “caótico” quadro institucional do governo brasileiro que aponta como repressor do desenvolvimento.

Com 35 anos de estudos dedicados a Amazônia e agora com o “amazônico” desafio de fazer o macrozoneamento da região, a geógrafa de 78 anos, Bertha Becker, não perde o humor para descrever o que a espera: “Se alguém tiver uma sugestão, por favor me avise”,  pedido que foi feito na Conferência de Abertura do XIII Encontro Nacional da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Planejamento Urbano Regional – ANPUR.

“Fazer o planejamento da Amazônia inteira não dá. É preciso planejar de acordo com questões menores, entrar pelo território, conhecer a história, as capacidades e o nível de organização das populações”, explica Bertha, que é pós-doutora pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT) e atualmente atua professora Emérita da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Bertha ressalta que a história da Amazônia é muito diferente da brasileira, estando mais associada ao Caribe, uma vez que dominam ali a lógica das expedições e piratarias. Em um ciclo de falta de integração por causa da ausência do desenvolvimento que não ocorre em função da não integração, a história da região é a das bolhas: da exploração da borracha, das drogas e atualmente da madeira e energia.

“Todos os recursos são mandados para fora sem agregação de valor, por isso bolhas, porque não sobra nada para a região e isso é histórico, por isso eu falei da pirataria. Hoje em dia tira a madeira e coloca o pasto, tira a energia das hidrelétricas e manda para o Sudeste. No passado era a borracha e a droga que tiravam e mandavam para a Europa. Sempre foi assim, então tem que mudar isso”, alerta.

Outro ponto que dificulta o desenvolvimento da região apontado por Bertha é a trajetória histórica de construção de instituições na qual o Brasil está preso. A geógrafa adverte que é preciso ter regras justas no quadro institucional e trocar as muitas incertezas por certezas para as populações. “Não dá para ter o Minc brigando com o Stephanes na televisão. O quadro institucional é um caos e é um quadro que reprime o desenvolvimento, em uma trajetória de dependência”.

Para enfrentar o desafio de planejar o desenvolvimento da Amazônia, Bertha afirma que irá apostar no principio da precaução para lidar tanto com as falhas institucionais quanto com o pedido de pensar a região como um todo.  Segundo Bertha, a ciência não consegue hoje acompanhar as transformações impostas pela velocidade do “online” e, quando não se consegue prever nem medir, é preciso usar o princípio da precaução.

“Ele busca certeza no meio da incerteza e deve ser usado quando é preciso agir sem esperar pela certeza científica. Quanto vale as florestas em pé, por exemplo? Ou como medir o aquecimento global?”, cita.  Neste caso, é preciso recorrer a outros conhecimentos que não os científicos e Bertha destaca a importância de ouvir a sociedade e, principalmente, as comunidades tradicionais.

Contudo ela ressalta: nada de audiências públicas, o ideal é formar pequenos grupos de pessoas que conhecem profundamente a realidade local sem serem cientistas, como a população das florestas, agricultores, etc. “Nas Audiências públicas há muita manipulação e, muitas vezes, as pessoas não entendem.”

Amazônia precisa de modelo próprio de desenvolvimento

2/05/2009 –   Autor: Paula Scheidt   –   Fonte: CarbonoBrasil

Engenheira integrante da equipe que liderou o primeiro projeto REDD do Brasil explica como o Projeto Juma promove a criação de cadeias de produção alinhada com a conservação ambiental

Amazônia - Parque Nacional de Jaú

Amazônia - Parque Nacional de Jaú

Respeitando as características da região Amazônia, é possível alinhar modelos de desenvolvimento que integrem as questões ambientais e, ao mesmo tempo, gerem renda, defende a engenheira florestal Mariana Nogueira Pavan, do Programa Mudanças Climáticas do Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável do Amazonas (IDESAM).Mariana integra a equipe técnica responsável pelo primeiro projeto de Redução das Emissões por Desmatamento e Degradação (REDD) brasileiro, o Projeto Juma, que também foi o primeiro do mundo a receber a nota máxima (Status Ouro) do padrão CCB – Climate, Community and Biodiversity, para projetos de carbono.

“Não podemos querer usar um modelo adotado em São Paulo porque não servirá para lá. Temos que pensar em como ajustar as necessidades de progresso e desenvolvimento para aquela região com o que ela tem para oferecer”, afirma.

A engenheira ressalta ser contra o modelo apenas conservacionista, pois de nada adianta querer cercar a Amazônia e impedir que nada seja feito na região. “A Amazônia existe para ser explorada de maneira sustentável e responsável. E eu acho que é possível sim integrar os dois (conservação ambiental e geração de renda) desde que seja estudado o que é melhor para a Amazônia.”

Exemplo

O projeto Juma é um exemplo do que é o desenvolvimento sustentável funcionando na prática, pois se preocupa com a criação de cadeias de produção e construção de novos mercados para as pessoas que vivem na unidade de conservação. “A idéia é capacitar as comunidades para o dia em que o projeto acabar eles já estarem em um nível de desenvolvimento e envolvimento que os permita manter as atividades”, explica Mariana.

Desenvolvido pela Fundação Amazônia Sustentável (FAS) junto com o governo do Amazonas e sob a coordenação técnica do IDESAM, o Juma ocupa uma área de 589,612 hectares de Floresta Amazônica localizada ao longo da BR-319 e envolve 322 famílias, que tem como principais atividades de subsistência a agricultura e o extrativismo.

Para mostrar às mais de mil pessoas da reserva que o projeto não ficaria nas promessas, a equipe do IDESAM fez um intenso trabalho de conscientização sobre o problema das mudanças climáticas, a relação com o desmatamento, com o ciclo hidrológico e com o carbono.  Além disso, explicaram como o projeto funcionaria, onde o dinheiro seria aplicado e quais atividades seriam feitas e como eles estariam inseridos no projeto. “Depois que eles viram quais seriam os benefícios na vida real, no campo mesmo, eles tiveram uma aceitação super positiva”, afirma Mariana.

Muito do sucesso do projeto também se deve, na opinião de Mariana, a capacidade dos profissionais envolvidos, com o apoio de um comitê técnico-científico com profissionais como o  Britaldo Soares Filho, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG),  o professor Philip Fearside e o professor Niro Higuchi, ambos cientistas do Painel Intergovernamental de Mudanças do Clima (IPCC).  “O projeto é um bom exemplo de vontade política, mas também capacidade institucional , pois tínhamos gente muito capacitada trabalhando dentro dele”, resume.

Tags: Amazon, Floresta Amazônica, Amazônia, Bacia Amazônica

Postado por Oscar Neto – Ambientalista e Diretor da Pão & Ecologia