Samso – Ilha da Dinamarca. Um exemplo em sustentabilidade

Habitada por 4.300 pessoas, a ilha de Samso, situada no Estreito de Kattegat, na Dinamarca, possui 100% de energia proveniente de fontes renováveis e ainda consegue excedentes energéticos que são repassados à rede pública e também são vendidos no mercado de carbono. De cada dez propriedades da ilha, sete usam o vento ou o sol para produzir energia.

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Em entrevista ao Jornal Nacional, um fazendeiro local revelou que a sobra de energia gera um faturamento equivalente a R$ 1 milhão por ano, o triplo do que rende o gado. “Eu vendo mais eletricidade do que leite”, contou ele.

Para exportar a eletricidade para o continente, a ilha utiliza cabos submarinos, que antes levavam petróleo e gás para abastecer os habitantes do local. O lucro de R$ 80 milhões por ano é usado em obras sociais pela associação de moradores.

A península possui também 70% do sistema de aquecimento gerados por energia solar e feno, além de bicicletas como veículos prioritários e carros elétricos em sua maioria. A pegada ambiental em Samso é praticamente zero.

O resultado por utilizar energias renováveis é refletido na comunidade, que ostenta um dos melhores índices de qualidade de vida do mundo, segundo o Time Magazine.

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Barcelona – cidade modelo em sistema de coleta de lixo por sucção

O Jornal Nacional está apresentando desde segunda-feira uma série de reportagens especiais sobre as soluções encontradas por muitas cidades para reaproveitar o lixo. Na última reportagem sobre o assunto, o correspondente Marcos Losekann mostra como alguns lugares da Europa revolucionaram a maneira de transportar o que é jogado nas lixeiras.

Lixo amontoado, jogado no chão e espalhado pelas ruas. Não, essa não é a realidade de pelo menos 50 cidades européias que já descobriram um jeito de varrer o lixo para debaixo da terra – tudo de forma ecologicamente correta. Em vez de latas, que dependem de coleta periódica, bocas de lixo. Através das escotilhas, os cidadãos jogam os sacos. A partir daí, começa um show de tecnologia.

Todas as bocas de lixo são conectadas a um gigantesco sistema de tubulação enterrado a, pelo menos, cinco metros da superfície. Trata-se de um grande sugador, que aspira o lixo de hora em hora, dia e noite, o ano inteiro.

Os sacos chegam a ”viajar” a 70 quilômetros por hora embaixo da terra. O destino final é um centro de coleta, geralmente instalado na periferia da cidade. O lixo entra diretamente em um container, que depois de cheio é transportado para uma usina de triagem, ainda mais afastada da cidade. Plásticos, latas e papel são reciclados. O lixo orgânico vira combustível para mover turbinas que produzem eletricidade.

A ideia nasceu na Vila Olímpica de Barcelona, construída especialmente para os Jogos de 1992. Parecia impossível unir lixo com limpeza e higiene. Mas deu tão certo que virou exemplo para a cidade inteira. O sistema acaba com a sujeira nas ruas, com as latas de lixo e, principalmente, com a coleta – um método que geralmente custa caro e polui o meio ambiente. Pelo menos 160 caminhões de lixo deixaram de circular diariamente pelas ruas da cidade.

Um barbeiro, que sempre viveu em Barcelona, é um dos maiores defensores do sistema.
“Não tem mau cheiro, não tem o barulho insuportável dos caminhões de lixo, é tudo limpinho”, ele observa. “É uma questão de inteligência e conscientização”.

Nos últimos 18 anos, a prefeitura de Barcelona vem investindo sistematicamente na instalação dos tubos.

“É como o fornecimento de água, gás ou energia elétrica. A tubulação é enterrada embaixo do pavimento das ruas”, explica o representante da companhia que criou o sistema. E o custo com o tempo se dilui e acaba sendo igual ou até menor do que o método tradicional de coleta.

Em Barcelona, os prédios de apartamentos construídos nas últimas duas décadas já têm o sistema instalado internamente. Os moradores nem precisam mais descer com os sacos até a rua: 70% do lixo na capital da Catalunha já são recolhidos assim. E, em cinco anos, Barcelona inteira não terá mais nenhum caminhão de coleta de lixo circulando pela cidade. Solução subterrânea que ninguém vê, mas com vantagens que, com certeza, todo mundo sente.

Brasil terá 161 novas usinas eólicas até 2013

energias limpas

Multinacionais que fabricam equipamentos eólicos anunciaram investimentos no Brasil/Foto: hddod

A queda do preço da energia eólica e a alta do consumo energético no Brasil farão com que o país tenha 161 novas usinas até 2013 (hoje são 45), passando dos atuais 700 MW para 5.250 MW, segundo reportagem do jornal O Estado de S.Paulo. O crescimento do setor é associado a investimentos da ordem de R$ 18 bilhões, de acordo com o presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (AbeEólica), Ricardo Simões.

Com a crise internacional, o consumo de energia recuou em boa parte do mundo e os projetos de novas usinas foram paralisados, fator que deixou as fábricas de equipamentos com a capacidade ociosa elevada, principalmente nos Estados Unidos e na Europa. No entanto, como o Brasil saiu rapidamente da crise e o consumo energético cresceu 12% ao ano, os fabricantes globais se voltaram para o país.

O interesse cada vez maior das multinacionais pelo mercado brasileiro se refletiu diretamente nos preços da energia, que surpreenderam até os mais otimistas do setor no primeiro leilão de eólicas, realizado em dezembro de 2009. Em média, os valores ficaram em R$ 148 o megawatt/hora (MWh) – um ano antes, custavam mais de R$ 200. Em agosto de 2010, o preço recuou para R$ 130, custo inferior aos registrados nas tradicionais pequenas centrais hidrelétricas e usinas de biomassa.

Multinacionais do setor eólico apostam no Brasil

Algumas multinacionais já atuam no Brasil e estão com a produção a plena carga, como a argentina Impsa e a norte-americana GE. A francesa Alstom vai inaugurar sua unidade na Bahia em 2011. A corrida para abocanhar uma fatia do mercado conta ainda com a espanhola Gamesa, a indiana Suzlon, a dinamarquesa Vestas e a alemã Siemens. Empresas coreanas e chinesas também podem se instalar no país futuramente.

“O Brasil está se preparando para ter 20% de energia eólica até 2020”, afirmou ao Estadão Arthur Lavieri, que há dois meses assumiu o controle da Suzlon. A multinacional anunciará até novembro o nome da cidade, no Ceará, que vai receber uma fábrica de aerogeradores com capacidade para produzir até 600 pás e 500 MW de turbinas por ano. Será a única nova unidade do grupo até 2011. “Brasil, Índia e China são os três maiores mercados eleitos pela Suzlon”, acrescentou o executivo.

Listamos para você as principais multinacionais do setor que investem no país:

Wobben Windpower – a empresa alemã pertence a Aloys Wobben, dono da Enercon, uma das maiores fabricantes de aerogeradores do mundo. Desde 1999, a companhia já ergueu 16 usinas no Brasil.

Siemens – a empresa alemã, referência mundial na produção de turbinas para hidrelétricas, também corre para conquistar uma fatia do mercado. Para estrear na produção de geradores eólicos no Brasil, a companhia planeja uma nova fábrica no Nordeste.

General Eletric (GE) – a empresa norte-americana ampliou a unidade de Campinas (SP) para atender os contratos firmados no primeiro leilão de energia eólica, realizado em dezembro de 2009.

Suzlon – a empresa indiana instalará uma fábrica no Ceará em 2011 com capacidade para produzir até 600 pás e 500 MW de turbinas por ano.

Iberdrola – a empresa espanhola teve forte participação nos últimos leilões e já encomendou equipamentos da fabricante Gamesa, que pretende abrir fábrica na Bahia.

Tecsis – a empresa brasileira fundada por engenheiros do Centro de Tecnologia Aeroespacial de São José dos Campos tem dez unidades de produção. Ela vai montar uma fábrica no complexo industrial de Suape, em Pernambuco.

Todos esses fabricantes de equipamentos firmaram pré-contratos com os investidores que participaram dos leilões e que construirão as usinas. Uma das empresas que mais fecharam negócios é a brasileira Renova. Com dez anos de mercado, ela fatura hoje R$ 37 milhões. Até 2013, esse valor vai quase multiplicar por dez com os novos contratos.

A Tecsis também vislumbra uma grande mudança. Em 15 anos de existência, todas as 30 mil pás produzidas pela empresa brasileira foram exportadas. “Já tive a oportunidade de ver nossas pás em operação no Japão, nos EUA, na Europa, e era uma frustração não vender para o Brasil”, relatou o presidente da companhia, Bento Koike. “Nossos clientes não olhavam para esse mercado, porque não interessava.” Agora, a situação mudou. Cerca de 85% dos projetos contratados nos dois leilões terão pás da Tecsis.

Fonte: ecodesenvolvimento.org

Com informações do jornal O Estado de S.Paulo

EMPRESAS PEDEM QUE GOVERNOS ADOTEM 100% DE ENERGIA LIMPA ATÉ 2050

ENERGIA EÓLICA

Representantes de empresas de 25 países participaram na terça-feira, 5 de outubro, de uma cúpula empresarial sobre mudanças climáticas realizada no México. Os empresários elaboraram uma declaração ao final do evento, na qual defendem que os governos devem estabelecer metas “ambiciosas, mensuráveis e claras” de redução de emissões dos gases causadores de estufa até 2020.

Os empresários constatam que a criação de “economias baixas em carbono é um imperativo social” e estabelecem compromissos em cinco setores: energético, informação e telecomunicações, construção, agricultura e alimentação e transportes.

No setor energético, as companhias acreditam na possibilidade de se ter 100% de energia renovável no planeta até 2050, segundo informou a Agência EFE. “Esta é uma declaração muito importante porque este é o coração do problema: como eliminarmos os combustíveis fósseis. Dizem que podemos fazê-lo com as tecnologias que já existem”, afirmou o diretor-geral do Fundo Mundial para a Natureza, James Leape, na entrevista coletiva final.

“As mudanças climáticas são o maior desafio econômico, ambiental e de desenvolvimento de nosso tempo”, advertiram os empresários por meio da declaração elaborada a menos de dois meses da 16ª Conferência das Partes das Nações Unidas sobre o Clima (COP16), que será realizada em Cancún, no México.

Entre as empresas presentes estavam: Acciona, Alstom, British Telecom, Walmart, Tata, Bimbo, Hewlett Packard, AP Moeller Maersk, Coca-Cola, Siemens, Nestlé, Calera, Cemex, Deloitte, McKinsey e Tria Solar.

A reivindicação das corporações do setor privado em relação aos governos foi feita no mesmo dia em que o Pnuma (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente) acusou as 3.000 maiores empresas do mundo de responsabilidade por um terço dos danos ambientais em 2008.

Segundo o órgão da ONU, o custo dos danos ambientais causados por essas grandes organizações chega ao valor de US$ 2,15 trilhões. O comunicado se baseia em um estudo que calcula o valor monetário do prejuízo da atividade empresarial sobre a natureza e das possíveis cifras futuras destes danos para os investidores.

O custo econômico da atividade humana, em geral, causou prejuízos ao meio ambiente na ordem de US$ 6,6 trilhões em 2008, o equivalente a 11% do PIB (Produto Interno Bruto) mundial, de acordo com o relatório do Pnuma.

Redação
EcoDesenvolvimento

Frase em destaque

“Não precisamos de energia nuclear, o país tem potencial imenso de energia eólica e solar. Estaremos na contra-mão da crise climática.” – André Amaral, coordenador do Greenpeace Brasil em audiência pública promovida pela Comissão de Meio Ambiente da Câmara dos Deputados.

Empresa desenvolve linha de painéis solares flexíveis e portáteis

Tecnologia sustentável - Produtos Ecológicos

Painéis solares flexíveis - Energia solar móvel

A energia solar já mostrou que é uma alternativa eficiente e sustentável a outras formas de energia, especialmente aos combustíveis fósseis. Mas, apesar de suas vantagens, esse modelo de captação de eletricidade ainda tem problemas, como o alto custo e a necessidade de um espaço apropriado para a sua instalação. Para reverter o quadro, uma empresa lançou uma linha de painéis solares mais finos, leves e flexíveis, capazes de se adaptar a diversos tipos de construção.

Os painéis foram desenvolvidos pela Power Film Solar e podem ser integrados ao projeto arquitetônico da construção graças à tecnologia feita com placas solares flexíveis, duráveis e de baixo custo. Medindo cerca de 0,025 milímetros de espessura, esses painéis usam apenas 1% do silício utilizado em outros painéis e são livre de cádmio.

A companhia já utiliza essa tecnologia desde 2005 em aplicações militares e agora está investindo no uso desses materiais em outros produtos. De coberturas metálicas até barracas de lona, os fabricantes garantem que o painel pode ser aplicado em qualquer superfície. A energia gerada pelas placas solares é armazenada em baterias locais e convertida em correntes elétricas que poderão ser utilizadas diretamente na iluminação local ou em outras aplicações.

A tecnologia foi testada também em produtos menores e portáteis, como carregadores de baterias, celulares, computadores e outros gadgets. As células fotovoltaicas são aplicadas em espécies de tapetes capazes de gerar até 60 Watts de eletricidade e que podem ser enrolados e transportados para qualquer lugar.

Ao todo, são quatro linhas de produtos que incluem carregadores portáteis, geradores em larga escala, coberturas de construções e até produtos customizados. Os produtos estão disponíveis em diversos países, como Estados Unidos, Turquia, Reino Unido, Canadá, entre outros. Os produtores não informaram os preços nem realizam vendas para o Brasil, mas os interessados podem buscar mais informações no site da empresa ou pelo e-mail jstone@powerfilmsolar.com.

Painel solar flexível e portátil