Aquecimento global deve forçar migração de população inteira do País-Ilha Kiribati no Sul do Oceano Pacífico

O governo do pequeno arquipélago de Kiribati, no Pacífico Sul, anunciou na quarta-feira, 10 de novembro, que a população inteira do país-ilha, de 100 mil habitantes, terá de ser deslocada se o nível do mar continuar a subir como consequência das mudanças climáticas.

“Para algumas comunidades, já é tarde demais. Não há como protegê-los”, relatou o presidente do Kiribati, Andote Tong. A população do país vive em 33 atóis e em uma ilha vulcânica. Nos últimos anos, as autoridades buscam terras que possam acolher a população, caso o país desapareça.

Tong também demonstrou preocupação com um possível fracasso na 16ª Conferência das Partes das Nações Unidas sobre o Clima (COP16), que será realizada de 29 de novembro a 10 de dezembro, em Cancún (Mexico). Especialistas em política internacional acreditam que a convenção climática dificilmente produzirá um acordo com peso de lei internacional voltado para a redução das emissões de gases-estufa dos países.

No entanto, é provável que haja uma definição no que diz respeito ao financiamento de nações ricas para as mais vulneráveis quanto a medidas de mitigação e adaptação as mudanças climáticas.

Em dezembro de 2009, você viu aqui no EcoD que Tuvalu, pequeno país–ilha localizado na Oceania, conseguiu suspender por algumas horas as negociações da COP15, em Copenhague (Dinamarca), depois de exigir dos líderes mundiais um acordo legal que seja mais restritivo do que o Protocolo de Kyoto.

A iniciativa de Tuvalu levou a uma rara divisão no grupo G77 mais a China, que costuma negociar em bloco pelos países em desenvolvimento. O país-ilha é uma das nações mais ameaçadas pelo aumento do nível dos mares, e teve o apoio de outros integrantes da Associação dos Pequenos Países-Ilha (Aosis, na sigla em inglês), que inclui as ilhas Cook, Barbados e Fiji, além de países pobres da África, como Serra Leoa, o Senegal e Cabo Verde.

por Redação EcoD + Pesquisa Google

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EMPRESAS PEDEM QUE GOVERNOS ADOTEM 100% DE ENERGIA LIMPA ATÉ 2050

ENERGIA EÓLICA

Representantes de empresas de 25 países participaram na terça-feira, 5 de outubro, de uma cúpula empresarial sobre mudanças climáticas realizada no México. Os empresários elaboraram uma declaração ao final do evento, na qual defendem que os governos devem estabelecer metas “ambiciosas, mensuráveis e claras” de redução de emissões dos gases causadores de estufa até 2020.

Os empresários constatam que a criação de “economias baixas em carbono é um imperativo social” e estabelecem compromissos em cinco setores: energético, informação e telecomunicações, construção, agricultura e alimentação e transportes.

No setor energético, as companhias acreditam na possibilidade de se ter 100% de energia renovável no planeta até 2050, segundo informou a Agência EFE. “Esta é uma declaração muito importante porque este é o coração do problema: como eliminarmos os combustíveis fósseis. Dizem que podemos fazê-lo com as tecnologias que já existem”, afirmou o diretor-geral do Fundo Mundial para a Natureza, James Leape, na entrevista coletiva final.

“As mudanças climáticas são o maior desafio econômico, ambiental e de desenvolvimento de nosso tempo”, advertiram os empresários por meio da declaração elaborada a menos de dois meses da 16ª Conferência das Partes das Nações Unidas sobre o Clima (COP16), que será realizada em Cancún, no México.

Entre as empresas presentes estavam: Acciona, Alstom, British Telecom, Walmart, Tata, Bimbo, Hewlett Packard, AP Moeller Maersk, Coca-Cola, Siemens, Nestlé, Calera, Cemex, Deloitte, McKinsey e Tria Solar.

A reivindicação das corporações do setor privado em relação aos governos foi feita no mesmo dia em que o Pnuma (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente) acusou as 3.000 maiores empresas do mundo de responsabilidade por um terço dos danos ambientais em 2008.

Segundo o órgão da ONU, o custo dos danos ambientais causados por essas grandes organizações chega ao valor de US$ 2,15 trilhões. O comunicado se baseia em um estudo que calcula o valor monetário do prejuízo da atividade empresarial sobre a natureza e das possíveis cifras futuras destes danos para os investidores.

O custo econômico da atividade humana, em geral, causou prejuízos ao meio ambiente na ordem de US$ 6,6 trilhões em 2008, o equivalente a 11% do PIB (Produto Interno Bruto) mundial, de acordo com o relatório do Pnuma.

Redação
EcoDesenvolvimento

Vídeo sobre Tijolos Ecológicos – Globo News

Vídeo sobre a fabricação e aplicação dos Tijolos Ecológicos de Solo-cimento.

Emissões globais de CO2 caíram 1,3% em 2009, aponta instituto alemão

Aquecimento Global

Crise econômica mundial foi um dos principais fatores para a queda das emissões globais de CO2 em 2009/Foto: Vattenfall

As emissões mundiais de dióxido de carbono (CO2) caíram 1,3% em 2009, passando de 31,5 bilhões de toneladas em 2008 para 31,3 bilhões de toneladas, neste que é considerado o primeiro declínio anual na década, informou o instituto privado alemão da energia renovável (IWR, na sigla em inglês), com base em informação oficial e em pesquisas próprias.

Segundo o IWR, entidade sediada em Muenster, e que atua como conselheira de ministérios alemães, a produção de CO2, diminuiu em razão da crise econômica mundial e do aumento dos investimentos no uso de fontes renováveis de energia para uso na geração energética, aquecimento e transporte.

Apesar da queda de emissões, o IWR manteve a recomendação feita em 2009 de que os investimentos mundiais em energia renovável deveriam ser quadruplicados, passando a €500 bilhões (Us$644,2 bilhões) por ano em todo o mundo, no intuito de reverter à tendência de descontrole na poluição provocada pelo gás-estufa.

A entidade alemã divulgou uma tabela na qual estão listadas as emissões de CO2 de 65 países em 2009, além das recomendações de investimento, com base em um cálculo próprio de quanto cada nação deveria gastar em energia renovável, conforme a respectiva produção, para estabilizar o consumo mundial de combustíveis fósseis. Os dados têm como referência um cenário europeu de permissões de emissões de carbono, com preço fixado em €16 a tonelada. O valor atual de mercado é €14,5.

De acordo com o ranking, a China aparece como a maior emissora, com 7,42 bilhões de toneladas em 2009, seguida dos Estados Unidos, com 5,95 bilhões de toneladas e Rússia, com 1,53 bilhão de toneladas. O Brasil está na 15ª posição, com 414,7 milhões de toneladas em 2009. A estimativa do instituto é de que o país precisa investir Us$6,6 bilhões em energia renovável.

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Enchentes e Tragédia no Nordeste – Façam suas doações

Em muitas cidades, as cheias inundaram as unidades de captação e distribuição de água. Também faltam alimentos e itens como colchões e cobertores. Por isso, o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil disponibilizam locais para doação e pedem, principalmente, mantimentos, roupas, produtos de limpeza e higiene pessoal e quantias em dinheiro. Veja onde os postos de arrecadação estão localizados e saiba como ajudar as vítimas das enchentes:

Alagoas

As doações podem ser feitas nos quartéis do bombeiros nos seguintes locais:

Capital

1º Grupamento de Bombeiros Militar (1º GBM) — Rodovia 316, Km 14, Tabuleiro dos Martins, próximo a Policia Rodoviária Federal,

(82) 3315-2900               (82) 3315-2900       / (82) 3315-2905               (82) 3315-2905

Grupamento de Socorros de Emergência (GSE) — Conjunto Senador Rui Palmeira, S/N,

(82) 3315-2400             (82) 3315-2400

Subgrupamento Independente Ambiental (SGIA) — Av. Dr. Antônio Gouveia, S/A, Pajuçara, próximo ao Iate Clube Pajuçara, (82) 3315-9852              (82) 3315-9852

Quartel do Comando Geral (QCG) — Av. Siqueira Campos, S/N, Trapiche da Barra, próximo a Pecuária,

(82) 3315-2830              (82) 3315-2830

Defesa Civil Estadual (CEDEC) – Rua Lanevere Machado n.º 80, Trapiche da Barra, próximo a Pecuária,

(82) 3315-2822               (82) 3315-2822     / (82) 3315-2843               (82) 3315-2843

Grupamento de Salvamento Aquático (GSA) — Av. Assis Chateaubriand, S/N, Pontal, próximo a Braskem, (82) 3315-2845              (82) 3315-2845

Interior

2º Grupamento de Bombeiros Militar — Maragogi,

(82) 3296-2026               (82) 3296-2026       / (82) 3296-2270              (82) 3296-2270

6º Grupamento de Bombeiros Militar — Penedo,

(82) 3551-7622               (82) 3551-7622    / (82) 3551-5358              (82) 3551-5358

7º Grupamento de Bombeiros Militar — Arapiraca e Palmeira dos Índios,

(82) 3522-2377             (82) 3522-2377     (82) 34212695               (82) 34212695

9° Grupamento de Bombeiros Militar — Santana do Ipanema e Delmiro Gouveia, (82) 3621-1491 / (82) 3621-1491       / (82) 3621-1223         (82) 3621-1223

Doadores de outros Estados

Para quem não está no Estado, mas também quer colaborar, as doações podem ser feitas em dinheiro nas seguintes contas:

Banco do Brasil agência 3557-2, conta corrente 5241-8

Caixa Econômica: agência 2735, operação 006, conta 955/6

Pernambuco

Mais de 50 cidades já foram atingidas pelas chuvas em Pernambuco, sendo que 30 decretaram estado de emergência. Há 12 mortos no Estado e passa de 40 mil o número de pessoas que precisaram deixar suas casas. Veja onde doar:

Gravatá

Para os moradores do município é possível doar em diversos pontos, tais como na Secretaria de Finanças, Saúde e Ação Social. Esta última está localizada na rua Francisco Bezerra de Carvalho, no centro. Mais informações pelo telefone (81) 3563 9057/ 9037.

Cabo de Santo Agostinho

Na cidade é possível fazer doações nos centros de referência em Assistência Social (Cras), de Ponte dos Carvalhos e do Cabo. Quem não puder ir até os locais, pode solicitar pelo telefone (81) 3521-6759/6718 à Secretaria Municipal de Programas Sociais e da Mulher para que uma equipe faça o recolhimento dos donativos.

Palmares

A cidade de Palmares é uma das mais atingidas pelas chuvas e, segundo a Defesa Civil, onde mais falta água e comida. A Associação Pernambucana dos Cabos e Soldados (ACS-PE) instalou um posto de arrecadação na rua Amaro Bezerra nº 489, em Derby – Recife. Contato: (81) 3423.0604 ou 3423.9907

Barreiros

Um posto da Polícia Rodoviária Federal na entrada da cidade recebe doações, que também podem ser feitas por meio de depósito na seguinte conta:

Banco do Brasil
Agência 0710-2
Conta corrente 6070-4

Depois da COP-15, países procuram articular acordos sobre o clima

Apesar de ter sido considerada um fracasso, a 15ª Conferência das Partes das Nações Unidas sobre o Clima (COP-15) serviu para colocar o tema mudanças climáticas no topo da agenda mundial, razão pela qual fez aumentar a pressão da sociedade civil em relação às economias mais poluidoras.

Embora a falta de um acordo jurídico entre os países em Copenhague (Dinamarca) esteja sendo sentida, também é verdade que algumas nações acabaram se comprometendo, mesmo em caráter voluntário, com metas de redução dos gases causadores de efeito estufa.

Até o momento, 57 governos firmaram compromissos voluntários nesse sentido, seja por intermédio do tão criticado “Acordo de Copenhague” ou de objetivos definidos internamente. Esses países concordam em serem monitorados por um organismo independente, como a Organização das Nações Unidas (ONU), mas não são obrigados a honrar suas metas – o que também os impede de sofrer sanções internacionais.

China - A maior poluidora do planeta

Maior poluidora do Planeta, a China garante que está disposta a reverter tal imagem negativa. O presidente chinês, Hu Jintao, afirmou na terça-feira, 23 de fevereiro, que o país está comprometido com o combate às mudanças climáticas, “tanto em casa quanto em cooperação com o resto do mundo”. No entanto, ele não foi claro sobre quais medidas podem ser adotadas.

Em dezembro de 2009, às vésperas da COP-15, os chineses anunciaram o compromisso voluntário de reduzir suas emissões de gases de efeito estufa entre 40 e 45% até 2020, levando-se em conta os níveis de 2005 e o crescimento econômico do país. Considerada tímida, a medida permitiria que os gases emitidos continuem crescendo, embora em nível inferior ao do PIB da China.

Além da China, listamos para você alguns dos objetivos voluntários de outros países:

* Estados Unidos: reduzir 17% das emissões até 2020, levando -se em conta os níveis de 2005;
* União Europeia: redução de 20% das emissões até 2020, levando-se em conta os níveis de 2020;
* Japão: cortes absolutos de 25% das emissões até 2020, levando-se em conta os níveis de 1990;
* Austrália: redução de 5% das emissões até 2020, levando-se em conta a quantidade emitida em 2000;
* Brasil: cortes entre 36,1% e 38,9% até 2020, levando-se em conta os níveis de 2020;
* Índia: reduzir entre 20% e 25% das emissões até 2020.

O problema é que, segundo os cientistas, a temperatura do planeta tende a aumentar mais do que 2ºC nas próximas décadas mesmo que todas essas nações consigam honrar com seus compromissos voluntários. Reuniões ao redor do mundo estão sendo articuladas pelas lideranças dos países com o objetivo de encontrar uma solução para o problema.

Encontros

Ainda sem data e país definidos, o Fórum das Grandes Economias (MEF, na sigla em inglês) será realizado nos próximos meses, quando o assunto aquecimento global norteará as discussões. Representantes dos 17 maiores poluidores mundiais participarão do encontro, que é patrocinado pelo governo norte-americano. Todavia, já é certo que a conferência não será realizada nos Estados Unidos.

Em abril, uma série de reuniões extras da ONU sobre o clima serão feitas na Alemanha, no intuito de intensificar os esforços de combate ao aquecimento global. “As negociações estão ganhando força novamente após Copenhague. Há uma atmosfera positiva e construtiva e todas as partes estão ansiosas para seguir adiante com as negociações”, garantiu Lykke Friis, ministra dinamarquesa de Clima e Energia.