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by Óscar Kemps

 

O que é Sinecologia?

Por Caroline Faria

sinecologia  é o ramo da ecologia que estuda as comunidades1, ou seja, as relações entre os indivíduos de várias espécies e o meio em que eles vivem. Ao contrário da ecologia clássica (autoecologia), voltada para o estudo dos indivíduos, a sinecologia objetiva compreender a influência da dinâmica das populações por meio do estudo das relações entre os indivíduos de uma espécie e os fatores ambientais, nos ecossistemas e nas próprias comunidades. A sinecologia aborda também, os conceitos relacionados à transferência de energia e matéria nos ecossistemas (ciclos tróficos e de biomassa).

Assim como o termo autoecologia, o termo sinecologia foi utilizado pela primeira vez botânico Carl Schroter (Die Vegetation Des Bodensees, 1902) e adotado durante o III Congresso Internacional de Botânica de Bruxelas (1910), mas ainda como um campo pouco explorado devido às restrições teóricas existentes na época. Apenas com o surgimento da concepção holística que culminou na Teoria Geral dos Sistemas publicada por Bertalanffy em 1968, e das descobertas nas áreas eletrônica e atômica é que a sinecologia passou a contar com os instrumentos necessários para estudar sistemas complexos e iniciar sua fase experimental.

Em 1974 durante o I Congresso Internacional de Ecologia a sinecologia é defendida como o único escopo verdadeiro da ecologia. No entanto, também é admitida a dificuldade ainda existente em se realizar estudos que adotem essa abordagem, ressaltando a realidade de que o estudo das comunidades, na maioria dos casos, resume-se, praticamente, a mera compilação de dados colhidos de forma independente.

Mesmo assim, o estudo das comunidades continua como princípio fundamental para a compreensão dos sistemas ecológicos e das comunidades que, segundo a teoria geral dos sistemas, possui características genuinamente novas que existem apenas em níveis superiores, de maior complexidade, e não no nível dos indivíduos, as chamadas características emergentes. Sendo assim, algumas propriedades dos ecossistemas não poderiam ser entendidas através apenas do estudo de suas partes constituintes, mas exigiriam uma abordagem integrada.

Na prática a sinecologia atualmente divide-se em duas abordagens: a estática e a dinâmica. A primeira, também chamada de sinecologia descritiva, busca obter conhecimentos sobre a composição, frequência, distribuição e outras características dos grupos, o que faz através do estudo descritivo destes grupos em um ambiente determinado. Já a sinecologia dinâmica, ou sinecologia funcional, tem seu foco voltado para a descrição dos grupos a suas inter-relações (inclusive dos indivíduos) sob um aspecto dinâmico, podendo ainda subdividir-se no estudo da composição das comunidades (agrupamentos de indivíduos), ou no estudo da estrutura destas comunidades (em botânica, por exemplo: estruturas arbóreas, herbáceas e etc.).

1 Conjunto de populações que habitam uma mesma área ao mesmo tempo.

Fontes:
http://w3.ualg.pt/~lchichar/ECOLOGIA%202009/Aul%20Sinecologia%20e%20sucess%C3%A3o1.pdf
http://www.inf.ufes.br/~neyval/Gestao_ambiental/Tecnologias_Ambientais2005/Ecologia/CONC_BASICOS_ECOLOGIA_V1.pdf
http://www.pucrs.campus2.br/~equerol/ecologia1.doc
http://carlschroeter.org/Articles/JSTOR%201939.08.01%20Obituary%20Carl%20Schroeter%201855-1939.pdf
http://www.tmbl.gu.se/libdb/taxon/personetymol/petymol.s.html
http://www.geografia.ufpr.br/laboratorios/labs/arquivos/Fundamentos%20da%20Ecologia%20-%20Apostila.pdf

Pequi – Caryocar brasiliense Cambess

O pequi é uma fruta nativa do cerrado brasileiro, muito utilizada na cozinha nordestina, do centro-oeste e norte de Minas Gerais.
O pequizeiro é uma arvore protegida por lei que impede seu corte e comercialização em todo o território nacional. A árvore do pequí atinge geralmente 10 metros de altura, tronco com ramos grossos, normalmente tortuosos, de casca áspera e rugosa de cor castanha acinzentada. Folhas pilosas, recobertas com pelos curtos, compostas, formadas por três folíolos com as bordas recortadas, tendo as nervuras bem marcadas. Suas folhas, ricas em tanino, fornecem substância tintorial, usadas pelas tecelãs. Grandes flores brancas-amareladas, vistosas e bastante decorativos. As flores, de até 8 cm de diâmetro, são hermafroditas. O pequizeiro floresce durante os meses de agosto a novembro. Fruto tipo drupa, arredondado, casca esverdeada, como um abacate pequeno, só que mais rechonchudinho. O fruto, do tamanho de uma pequena laranja, está maduro quando sua casca, que permanece sempre da mesma cor verde-amarelada, amolece. Polpa de coloração amarela intensa que envolve uma semente dura, formada por grande quantidade de pequenos espinhos. Seu caroço é dotado de muitos espinhos, e há necessidade de muito cuidado ao roer o fruto, evitando cravar nele os dentes, o que pode causar sérios ferimentos nas gengivas. Frutificação de novembro a fevereiro. Altamente calórico, perfumado, assim como o gosto meio adocicado, é usado como condimento. O fruto do pequizeiro é rico em Vit. A e C, principalmente. Sua polpa contém uma boa quantidade de óleo comestível, sendo muito rica em vitamina A e proteínas.
Os frutos são muito usados para se cozinhar com arroz ou outros pratos salgados, das mais variadas formas: cozido, no arroz, no frango, com macarrão, com peixe, com carnes, no leite, e na forma de um dos mais apreciados licores de Goiás. Seu grande atrativo, além do sabor, são os cristais que forma na garrafa, que dizem, são afrodisíacos.
A amêndoa ou castanha é comestível e muito saborosa. É utilizada na indústria de cosméticos para a produção de sabonetes e cremes, usado para fortalecer a pele.
O óleo da polpa tem efeito tonificante, sendo usado contra bronquites, gripes, resfriados e controle de tumores. O chá das folhas é tido como regulador menstrual, combatendo também enfermidades dos rins e bexiga. O pequi deve ser comido apenas com as mãos, jamais com talheres.
Deve ser levado a boca para então ser “raspado” – cuidadosamente – com os dentes, até que a parte amarela comece a ficar esbranquiçada e parar antes que os espinhos possam ser vistos.
Jamais atire os caroços ao chão: eles secam rápido e os espinhos podem se soltar.
A castanha existente dentro do caroço é muito saborosa; para comê-la, basta deixar os caroços secarem por uns dois dias e depois torrá-los.
A raiz é tóxica e, quando macerada, serve para matar peixes. Sua madeira é de ótima qualidade, alta resistência e boa durabilidade. A madeira fornece dormentes, postes, peças para carro-de-boi, construção naval e civil e obras de arte. Suas cinzas produzem potassa utilizada no preparo de sabões caseiros. A casca fornece tinta, de cor acastanhada, utilizada pelos artesãos no tingimento de algodão e lã. É também conhecido como piqui, piquiá, pequerim, amêndoa-de-espinho, grão-de-cavalo, suarí. A palavra pequi, na língua indígena, significa “casca espinhosa”.

 

O pequi

fonte: arara.fr

O que é Natureza?

A Natureza, em seu sentido mais amplo, é equivalente ao mundo natural ou universo físico. O termo “natureza” faz referência aos fenômenos do mundo físico, e também à vida em geral. Geralmente não inclui os objetos artificiais construídos pelo homem.
A palavra “natureza” provém da palavra germânica naturist, que significa “o curso dos animais, caráter natural.” Natura é a tradução para o latim da palavra grega physis (φύσις), que em seu significado original fazia referencia à forma inata que crescem espontaneamente plantas e animais. O conceito de natureza como um todo —o universo físico— é um conceito mais recente que adquiriu um uso cada vez mais amplo com o desenvolvimento do método científico moderno nos últimos séculos.
Dentro dos diversos usos atuais desta palavra, “natureza” pode fazer referencia ao domínio genal de diversos tipos de seres vivos, como plantas e animais, e em alguns casos aos processos associados com objetos inanimados – a forma em que existem os diversos tipos particulares de coisas e suas mudanças espontâneas, assim como o tempo atmosférico, a geologia da Terra e a matéria eenergia estes entes possuem. Frequentemente se considera que significa “entorno natural”: animais selvagens, rochas, bosques, praias, e em geral todas as coisas que não tenham sido alteradas substancialmente pelo ser humano, ou persistem apesar da intervenção humana. Este conceito mais tradicional das coisas naturais implica uma distinção entre o natural e o artificial, entendido este último como algo feito por uma mente ou uma consciência.
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Objetos Solares

Nos desertos de todo o mundo existem dois elementos que predominam – o sol e a areia. O primeiro oferece uma vasta fonte de energia de enorme potencial, e o segundo uma fonte quase ilimitada de sílica na forma de quartzo. Em um mundo cada vez mais preocupado com questões relativas a produção de energia limpa e escassez de matéria-prima, projetos que apontam soluções para estes dois desafios são muito bem-vindos. É exatamente o caso da Impressora Solar.

Criada pelo designer alemão Markus Kayser, a impressora, batizada de Solar Sinter, é uma máquina de impressão 3D que usa raios de sol e areia para produzir objetos de vidro no deserto. Esse processo de conversão de uma substância em pó em formas sólidas através de um processo de aquecimento é conhecido como sinterização e tem se tornado uma atividade central na criação de protótipos de design. As impressoras 3D tradicionais utilizam laser para criar – a partir de uma variedade de grãos de plásticos, resinas e metais – objetos muito precisos, que são cópias idênticas dos modelos desenhados no computador. Ao utilizar raios de sol, em vez de laser, e areia, em vez de resinas, a Solar Sinter é um experimento que futuramente pode ser a base para um conceito totalmente novo na produção de objetos.

Baseada nos mesmos princípios mecânicos das impressoras 3D tradicionais, ela utiliza uma lente Fresnel enorme para focalizar os raios de sol, criando temperaturas entre 1.400 e 1.600 graus celsius. Quente o suficiente para derreter a sílica e construir formas de vidro, camada por camada, dentro de uma caixa com areia montada sob a lente. O sol é usado também como fonte de energia para os motores – que movem a caixa de areia nos 3 eixos, a lente para cima e para baixo, além de rotacionar toda a máquina em busca do sol ao longo do dia, por meio de um dispositivo de monitoramento eletrônico. Os objetos produzidos na Solar Sinter têm um verso áspero, de areia, enquanto a superfície superior é de vidro rígido. A cor exata do vidro depende da composição da areia. Desertos diferentes produzindo resultados diferentes.

Talvez o mais interessante desse experimento não seja só entender como ele é feito, mas sim pensar nas questões que ele levanta e nas possibilidades que apresenta. Apesar de não fornecer respostas definitivas, a Solar Sinter é um ponto de partida para novas ideias. Uma máquina que desperta na gente o sonho de um dia utilizarmos plenamente o potencial de produção do recurso energético mais abundante no planeta – o Sol.

Já imaginou se nos desertos existissem indústrias que produzissem desde recipientes e objetos utilitários até, eventualmente, as próprias superfícies de vidro utilizados nos painéis fotovoltaicos que iriam fornecer energia para as indústrias e, quem sabe, para o resto do mundo?

Enquanto esse dia não chega, vale conferir as belas imagens desse experimento:

fonte: respostassustentaveis.com.br

por: Thiago Maia