Três Razões para Não Comer Carne de Peixe

Vídeo – PETA: “The three best reasons not to eat sea animals.”
Veja o que o consumo de carne de peixe pode causar aos animais, à sua saúde e ao meio ambiente.

RECICLAGEM – Impressão sustentável avança em jornais

“Pressionada pelos custos de fabricação e pelas demandas da sociedade, mais exigente quanto à sustentabilidade ambiental, a produção de papel usado pelos jornais consome cada vez menos recursos naturais.

Mais empresas de comunicação priorizam fontes consideradas ecologicamente corretas -papel originado de reciclagem e de projetos certificados com manejo sustentável, em que selos de auditoria ambiental atestam impacto mínimo sobre a natureza. Nesses projetos, a produção de papel vem de cultivos planejados, com replantio permanente de árvores.

O papel-jornal pode ser considerado um ‘subproduto’. O tronco, parte mais nobre das árvores, destina-se à indústria da construção. O ‘newsprint’, o papel para a impressão de jornais, vem de galhos e pedaços menores que não servem à fabricação de móveis. Também demanda menos celulose que outros tipos de papel. Para cada tonelada de ‘newsprint’, usam-se recursos de 15 árvores -cerca de 2,5 toneladas.

Na avaliação da gerência de desenvolvimento de produto da Norske Skog, um dos principais fornecedores do papel-jornal do país, a tecnologia de reciclagem está totalmente desenvolvida, tem a mesma qualidade do papel obtido a partir das fibras virgens e representa o futuro do ‘newsprint’.

Madeira, água e energia

O processo de fibras virgens requer madeira, água e energia -três recursos que se tornam a cada dia mais escassos e caros. Atualmente, são necessários de 25 m3 a 30 m3 de água para produzir uma tonelada de papel-jornal, metade do que era usado há 20 anos.

Na reciclagem, a indústria de papel recorre a processos termomecânicos em que o uso de produtos químicos é limitado. Quando a tinta de impressão for biodegradável -o que se prevê para os próximos dez anos-, esse processo se tornará ainda mais limpo.

O consumo da energia dá outra vantagem à reciclagem. A ‘polpação’ -habilitar o produto recuperado para novo uso como papel-jornal- exige até 0,4 megawatt-hora por tonelada. No caso de fibras virgens, são 2,5 MWh/t. Com as demais etapas da fabricação, são 3 MWh/t. Número superado só pelo processamento de alumínio, que demanda 3,5 MWh/t.

Por isso, a indústria tem a preocupação de adquirir energia de fontes renováveis. No Canadá, as empresas investem em pequenas centrais hidrelétricas. Na Europa e no Chile, a cogeração própria é frequente. Na cadeia de sustentabilidade, cascas de madeira são aproveitadas para gerar energia.

Certificação

A Folha de São Paulo busca adquirir papel de empresas que adotem compromissos ambientais firmes, verificáveis por meio da certificação FSC (Conselho de Manejo Florestal, na sigla em inglês).

O papel que o jornal usa -50 mil toneladas por ano- vem do Canadá (60%), da Europa e do Chile (os outros 40%).

O produto da América do Norte basicamente se constitui de 85% de fibras virgens e 15% de recicladas. No ‘newsprint’ da Europa, a proporção é inversa -85% vêm da reciclagem.

Desde o seu início, em 1995, o CTG-F (Centro Tecnológico Gráfico-Folha), em Santana de Parnaíba (SP), trata os efluentes -prática obrigatória para os fornecedores de papel. O CTG-F faz ainda coleta seletiva e a destina à indústria de papel, que a aproveita como embalagens e papel absorvente.

O mais recente Relatório de Responsabilidade Social da ANJ (Associação Nacional de Jornais) mostrou que 75% das publicações tinham programas de reciclagem e tratamento industrial, sendo que 57% contavam com projetos mais amplos, reciclando resíduos gerados por todos os setores da empresa de comunicação.

Em contrapartida, apenas 43% exigiam certificado de origem do papel de impressão.”

Fonte: Folha de São Paulo

Dalai Lama: Responsabilidade Universal e o Meio Ambiente

Ainda menino, ao estudar o budismo, foi-me ensinado a importância de uma atitude de cuidado para com o meio ambiente. A nossa prática de não violência se aplica não só aos seres humanos, mas a todos os seres sencientes — qualquer ser vivente que possua uma mente. Onde houver uma mente, haverá sentimentos como dor, prazer e alegria. Nenhum ser senciente deseja a dor: em vez disso, todos querem a felicidade. Acredito que todos os seres sencientes compartilham estes sentimentos em um nível básico.

Na prática budista, ficamos tão familiarizados com esta idéia de não-violência e cessação de todo sofrimento que ficamos acostumados a não fazer mal ou destruir qualquer coisa indiscriminadamente. Apesar de não acreditarmos que árvores ou flores têm mentes, nós as tratamos com respeito. Assim, compartilhamos um senso de responsabilidade universal tanto pela humanidade quanto pela natureza.

A nossa crença na reencarnação é um exemplo de nossa preocupação com o futuro. Se você pensar que vai renascer, provavelmente dirá a si mesmo, “eu preciso preservar tal e tal coisa porque minha reencarnação futura conseguirá continuar com estas coisas”. Embora exista uma chance que você possa renascer como uma criatura — talvez até em um planeta diferente — a idéia da reencarnação lhe dá um motivo para ter preocupação direta com este planeta e as gerações futuras.

No ocidente, quando falamos de “humanidade” estamos normalmente nos referindo apenas à atual geração de seres humanos. A humanidade do passado já foi. O futuro, como a morte, ainda não chegou. As idéias ocidentais normalmente lidam com o lado prático das coisas unicamente para esta geração atual de seres humanos.

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Série de Ensinamentos de Dalai Lama sobre Ecologia

Ecologia e o Coração Humano

Segundo os ensinamentos budistas, há uma interdependência muito próxima entre o meio ambiente natural e os seres sencientes que nele habitam. Alguns de meus amigos me disseram que a natureza humana básica é um tanto violenta, mas eu disse que não concordo. Se examinarmos os diferentes tipos de animais, por exemplo, aqueles cuja própria sobrevivência depende de tirar outras vidas, como tigres ou leões, aprendemos que a sua natureza básica dota-lhes com dentes e garras afiadas. Animais pacíficos, como corças, que são totalmente vegetarianas, são mais gentis, possuem dentes menores e não têm garras. Desse ponto de vista, nós seres humanos temos uma natureza não violenta. Quanto à questão da sobrevivência humana, os seres humanos são animais sociais. Para sobreviver, precisamos de companheiros. Sem outros seres humanos não há possibilidade alguma de sobrevivência; esta é a lei da natureza.

Como acredito profundamente que os seres humanos são basicamente gentis por natureza, sinto que devemos não só manter relações gentis e pacíficas com a comunidade de seres humanos, mas também que é muito importante estender a mesma atitude gentil para com o meio ambiente natural. Do ponto de vista moral, devemos nos preocupar com todo o nosso meio ambiente.

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Bicimáquinas

Essa ideia vem da Guatemala e é muito boa. A ONG Maya Pedal, com sede em San Andrés Itzapa, é uma organização sem fins lucrativos que aceita doações de bicicletas do mundo todo, principalmente dos Estados Unidos e do Canadá. E o que ela faz com elas? Máquinas movidas a energia humana!

Segundo a ONG, o pedal das bicicletas tem um poder enorme e pode ser aproveitado para inúmeras aplicações que, de outro modo, precisariam de energia elétrica (que pode não estar disponível) ou de energia das mãos (o que necessita de muito mais esforço). As bicimáquinas, como são chamadas, são agradáveis e fáceis de usar. Elas podem ser construídas com materiais disponíveis localmente e ser facilmente adaptadas para atender às necessidades da população local. Além disso, elas livram os usuários de custos elevados com energia, podem ser usadas em qualquer lugar, são fáceis de manter, não produzem poluição e proporcionam exercícios saudáveis.

Lá são feitos bombas de água, moinhos, debulhadoras, liquidificadores para fazer sabonetes e xampus e muito mais. A oficina da Maya Pedal está sempre cheia e é composta por moradores e por voluntários de todo o mundo. Nela, a ONG não só constrói as bicimáquinas, como também oferece serviços de reparação e venda de bicicletas usadas.

O projeto, gerido pelo engenheiro e fundador da ONG, Carlos Marroquin, trabalha com diversos parceiros locais, ONGs, cooperativas agrícolas e produtores rurais orgânicos. Além disso, recebe o suporte de uma série de organizações internacionais, entre elas o gigante MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), nos EUA.

Iniciada em 2007, com a participação da organização canadense PEDAL, a Maya tem a missão de se tornar um centro de pesquisa e desenvolvimento do potencial de uso do pedal como forma de energia, além de servir como fonte para a promoção desses produtos de baixa tecnologia. E o mais interessante é que ela disponibiliza de graça os arquivos em PDF com as instruções de como produzir as bicimáquinas.

Tijolo Ecológico é opção econômica para a construção civil – Casas Ecológicas e Sustentáveis

Ele constrói a casa do rico e do pobre. É matéria-prima básica na maioria das construções do país. É conhecido apenas por tijolo, mas há alguns anos mais uma palavra foi acrescentada ao seu nome: ecológico. Em tempos de aquecimento global, o tijolo ecológico ou tijolo modular destaca-se por não poluir. Mas as vantagens não são apenas para o meio ambiente, são também para o conforto, para a estética e o mais interessante, para o bolso.

Ecotijolos

Tijolo Ecológico, Tijolo Canaleta e Meio-tijolo

Fabricado  em uma olária ecológica em Goiânia, a Ecotijolos, o tijolo é ecológico porque diferentemente do tijolo convencional não precisa ser cozido em fornos, eliminando assim a utilização de lenha e a derrubada de dez árvores para a fabricação de mil tijolos. Sem lenha também não há fumaça e, por conseqüência, não há emissão de gases de efeito estufa. Além disso, sua composição é formada por terra, água e cimento.

Segundo estudos realizados em todo o Brasil, o sistema construtivo dos Tijolos Ecológicos traz para a obra, de 20 até 40% de economia com relação ao sistema construtivo convencional. Um dos motivos é que não há desperdício, como neste último. “Hoje em uma obra convencional cerca de 1/3 do material vai para o lixo”. A seguir algumas vantagens desta tecnologia construtiva:

  1. Diminui o tempo de construção em 30% com relação a alvenaria convencional, devido aos encaixes que favorecem o alinhamento e prumo da parede;
  2. Estrutura As colunas são embutidas em seus furos, distribuindo melhor a carga de peso sobre as paredes. CRIANDO UMA ESTRUTURA MUITO MAIS SEGURA!
  3. Redução de uso de madeiras nas caixarias dos pilares e vigas em quase zero;
  4. Economia de 70% do concreto e argamassa de assentamento;
  5. Economia de 50% de ferro;
  6. Os Tijolos Ecológicos são curados com água e sombra, diferente dos tijolos convencionais que dependem da queima de milhares de lenhas queimando em fornos e contribuindo demasiadamente com o aquecimento global e com desmatamentos;
  7. Durabilidade maior do que o tijolo comum, pois chega a ser até 6 x mais resistente;
  8. Alivia o peso sobre a fundação evitando gastos desnecessários com  estacas mais profundas e sapatas maiores;
  9. Fácil acabamento. Se preferir não precisa rebocar e pintar, economizando mais ainda. Os Tijolos Ecológicos já possuem um lindo acabamento, semelhante aos tijolos aparentes, necessitando o uso de apenas um impermeabilizante a base de silicone ou acrílico, e rejunte flexível (varias cores da vedacit e votaran);
  10. Revestimento é simples usando-se direto sobre tijolo apenas uma fina camada (5mm) de reboco, textura, gesso ou graffiato;
  11. O assentamento dos azulejos é direto sobre os tijolos;
  12. Obra mais limpa e sem entulhos;
  13. Acústica Como o tijolo ecológico possui dois furos, as paredes formam um isolamento acústico, diminuindo os ruídos provocados na rua para o interior da casa.
  14. Isolamento Térmico (calor) – O furo dos tijolos, são importantes pois formam câmaras térmicas evitando com isso que o calor que esta do lado de fora penetre no interior da residência. Com isso a temperatura interna é inferior a externa. UMA CASA BEM FRESCA NAQUELES DIAS DE CALOR INTENSO!
  15. Isolamento Térmico (frio) – Com o Frio acontece ao contrario, pois a temperatura da casa fica mais quente do que a externa. TEMPERATURA SEMPRE AQUECIDA NOS DIAS FRIOS!
  16. Proteção de Umidade – Esses furos também propiciam a evaporação do ar, evitando com isso, a formação de umidade nas paredes e interior da construção, que causa danos à saúde e danos materiais.
  17. Instalações Hidráulicas – Toda a tubulação é embutida em seus furos dispensando a quebra de paredes, como na alvenaria convencional. SEM DESPERCÍOS COM “QUEBRA-QUEBRA”!
  18. Instalações Elétricas – Como as instalações hidráulicas, também são embutidas nos furos, dispensando conduites e caixas de luz, podendo os interruptores e tomadas serem fixados, diretamente sobre os tijolos.
  19. A PRATICIDADE DESTE TIJOLO FARÁ SUA OBRA SER MUITO MAIS RÁPIDA!

O processo inicia com a peneiração da terra, em seguida é feito a mistura de solo, cimento e água no misturador. Depois de pronta a mistura segue para a prensa hidráulica. São 6 toneladas de pressão que transformam a massa em tijolos ecológicos. Na seqüência, os tijolos passam pelo processo de hidrocura, ou seja são curados com água durante 20 dias até adquirirem a resistência adequada.

Pronto, o tijolo mede 12,5 cm de largura, 25 cm de comprimento e 6,5 cm de altura. E em conjunto com os tijolos também são fabricados os tijolos – canaletas e os meio-tijolos para que a construção fique perfeito e toda modulada. Os Tijolos ecológicos também são conhecidos por tijolos modulares de solo-cimento.

Economicamente viável, ecologicamente correto, visualmente agradável, a alternativa ainda gera novos empregos num setor que, mesmo diante da crise mundial, não foi abalado. O empresário confirma e exemplifica a importância de produções que somam positivamente na economia. “A construção civil é um setor em alta no Brasil e chegou o momento de construírmos de forma sustentável e ecológica. As obras feitas com estes sistema construtivo quase não geram entulhos, que um sério problema ambiental”

Fontes de pesquisa:

http://www.guiadaobra.net/forum/ambiente-saude-seguranca/tijolo-ecologico-opcao-economica-para-construcao-civil-estado-t811.html

Abaixo, segue outro texto legal sobre construção com tijolo ecológico:
http://www.guiadaobra.net/forum/ambiente-saude-seguranca/construcao-sustentavel-com-tijolo-ecologico-curitiba-t1271.html