Como fazer uma compostagem doméstica

Vamos sugerir-lhe uma forma de aumentar a fertilidade do solo do seu jardim, resolvendo parcialmente o problema do lixo doméstico. Comece por colocar uma pilha de composto (inicialmente lixo) num canto menos utilizado do jardim. Escolha um local nivelado com aproximadamente 1 metro quadrado por cada caixa que queira fazer, preferencialmente fora do alcance da luz solar directa e com uma fonte de água próxima. Deve ainda ser um local protegido das vistas principais, por questões estéticas, e perto de casa para que não seja penoso utilizá-lo diariamente. Limpe o chão de folhas e de relva, pois vai aplicar a primeira camada directamente no chão que não pode ser impermeável (cimento, pedra, etc.).

Ao construir a “caixa” de compostagem (biodigestor), com rede galinheira ou madeira, etc., esteja certo que deixa bastante espaço aberto para que o ar alcance a pilha. Um lado da “caixa” removível facilita o manuseamento da pilha com uma pá. O compostor para uma família de três a cinco pessoas deve ter uma capacidade de cerca de um metro cúbico: duas caixas com aquela dimensão cada, com a da figura, permitem fazer a viragem de uma para a outra e manter o composto numa delas por uns dias enquanto se começa a encher a outra.
Fig. Biodigestor para compostagem de lixo doméstico. Caixa dupla com 1 m3 por compartimento.

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RECICLAGEM – Impressão sustentável avança em jornais

“Pressionada pelos custos de fabricação e pelas demandas da sociedade, mais exigente quanto à sustentabilidade ambiental, a produção de papel usado pelos jornais consome cada vez menos recursos naturais.

Mais empresas de comunicação priorizam fontes consideradas ecologicamente corretas -papel originado de reciclagem e de projetos certificados com manejo sustentável, em que selos de auditoria ambiental atestam impacto mínimo sobre a natureza. Nesses projetos, a produção de papel vem de cultivos planejados, com replantio permanente de árvores.

O papel-jornal pode ser considerado um ‘subproduto’. O tronco, parte mais nobre das árvores, destina-se à indústria da construção. O ‘newsprint’, o papel para a impressão de jornais, vem de galhos e pedaços menores que não servem à fabricação de móveis. Também demanda menos celulose que outros tipos de papel. Para cada tonelada de ‘newsprint’, usam-se recursos de 15 árvores -cerca de 2,5 toneladas.

Na avaliação da gerência de desenvolvimento de produto da Norske Skog, um dos principais fornecedores do papel-jornal do país, a tecnologia de reciclagem está totalmente desenvolvida, tem a mesma qualidade do papel obtido a partir das fibras virgens e representa o futuro do ‘newsprint’.

Madeira, água e energia

O processo de fibras virgens requer madeira, água e energia -três recursos que se tornam a cada dia mais escassos e caros. Atualmente, são necessários de 25 m3 a 30 m3 de água para produzir uma tonelada de papel-jornal, metade do que era usado há 20 anos.

Na reciclagem, a indústria de papel recorre a processos termomecânicos em que o uso de produtos químicos é limitado. Quando a tinta de impressão for biodegradável -o que se prevê para os próximos dez anos-, esse processo se tornará ainda mais limpo.

O consumo da energia dá outra vantagem à reciclagem. A ‘polpação’ -habilitar o produto recuperado para novo uso como papel-jornal- exige até 0,4 megawatt-hora por tonelada. No caso de fibras virgens, são 2,5 MWh/t. Com as demais etapas da fabricação, são 3 MWh/t. Número superado só pelo processamento de alumínio, que demanda 3,5 MWh/t.

Por isso, a indústria tem a preocupação de adquirir energia de fontes renováveis. No Canadá, as empresas investem em pequenas centrais hidrelétricas. Na Europa e no Chile, a cogeração própria é frequente. Na cadeia de sustentabilidade, cascas de madeira são aproveitadas para gerar energia.

Certificação

A Folha de São Paulo busca adquirir papel de empresas que adotem compromissos ambientais firmes, verificáveis por meio da certificação FSC (Conselho de Manejo Florestal, na sigla em inglês).

O papel que o jornal usa -50 mil toneladas por ano- vem do Canadá (60%), da Europa e do Chile (os outros 40%).

O produto da América do Norte basicamente se constitui de 85% de fibras virgens e 15% de recicladas. No ‘newsprint’ da Europa, a proporção é inversa -85% vêm da reciclagem.

Desde o seu início, em 1995, o CTG-F (Centro Tecnológico Gráfico-Folha), em Santana de Parnaíba (SP), trata os efluentes -prática obrigatória para os fornecedores de papel. O CTG-F faz ainda coleta seletiva e a destina à indústria de papel, que a aproveita como embalagens e papel absorvente.

O mais recente Relatório de Responsabilidade Social da ANJ (Associação Nacional de Jornais) mostrou que 75% das publicações tinham programas de reciclagem e tratamento industrial, sendo que 57% contavam com projetos mais amplos, reciclando resíduos gerados por todos os setores da empresa de comunicação.

Em contrapartida, apenas 43% exigiam certificado de origem do papel de impressão.”

Fonte: Folha de São Paulo

Barcelona – cidade modelo em sistema de coleta de lixo por sucção

O Jornal Nacional está apresentando desde segunda-feira uma série de reportagens especiais sobre as soluções encontradas por muitas cidades para reaproveitar o lixo. Na última reportagem sobre o assunto, o correspondente Marcos Losekann mostra como alguns lugares da Europa revolucionaram a maneira de transportar o que é jogado nas lixeiras.

Lixo amontoado, jogado no chão e espalhado pelas ruas. Não, essa não é a realidade de pelo menos 50 cidades européias que já descobriram um jeito de varrer o lixo para debaixo da terra – tudo de forma ecologicamente correta. Em vez de latas, que dependem de coleta periódica, bocas de lixo. Através das escotilhas, os cidadãos jogam os sacos. A partir daí, começa um show de tecnologia.

Todas as bocas de lixo são conectadas a um gigantesco sistema de tubulação enterrado a, pelo menos, cinco metros da superfície. Trata-se de um grande sugador, que aspira o lixo de hora em hora, dia e noite, o ano inteiro.

Os sacos chegam a ”viajar” a 70 quilômetros por hora embaixo da terra. O destino final é um centro de coleta, geralmente instalado na periferia da cidade. O lixo entra diretamente em um container, que depois de cheio é transportado para uma usina de triagem, ainda mais afastada da cidade. Plásticos, latas e papel são reciclados. O lixo orgânico vira combustível para mover turbinas que produzem eletricidade.

A ideia nasceu na Vila Olímpica de Barcelona, construída especialmente para os Jogos de 1992. Parecia impossível unir lixo com limpeza e higiene. Mas deu tão certo que virou exemplo para a cidade inteira. O sistema acaba com a sujeira nas ruas, com as latas de lixo e, principalmente, com a coleta – um método que geralmente custa caro e polui o meio ambiente. Pelo menos 160 caminhões de lixo deixaram de circular diariamente pelas ruas da cidade.

Um barbeiro, que sempre viveu em Barcelona, é um dos maiores defensores do sistema.
“Não tem mau cheiro, não tem o barulho insuportável dos caminhões de lixo, é tudo limpinho”, ele observa. “É uma questão de inteligência e conscientização”.

Nos últimos 18 anos, a prefeitura de Barcelona vem investindo sistematicamente na instalação dos tubos.

“É como o fornecimento de água, gás ou energia elétrica. A tubulação é enterrada embaixo do pavimento das ruas”, explica o representante da companhia que criou o sistema. E o custo com o tempo se dilui e acaba sendo igual ou até menor do que o método tradicional de coleta.

Em Barcelona, os prédios de apartamentos construídos nas últimas duas décadas já têm o sistema instalado internamente. Os moradores nem precisam mais descer com os sacos até a rua: 70% do lixo na capital da Catalunha já são recolhidos assim. E, em cinco anos, Barcelona inteira não terá mais nenhum caminhão de coleta de lixo circulando pela cidade. Solução subterrânea que ninguém vê, mas com vantagens que, com certeza, todo mundo sente.

Escola de Consumo Responsável levará conscientização para supermercados do país

Educaçao ambiental

Foto: Esther Perez

Fiscais, supervisores, gerentes e encarregados dos supermercados de todo o país serão treinados para ensinar aos seus funcionários e clientes como utilizarem adequadamente as sacolas plásticas sem que haja prejuízo ao meio ambiente. A ação faz parte do projeto Escola de Consumo Responsável, que levará, por todo o Brasil, as práticas de redução do uso excessivo, reutilização e descarte adequado das sacolinhas.

Com o objetivo de ampliar o alcance dos conceitos sustentáveis sobre consumo e descarte de sacolas plásticas, a iniciativa busca transformar as lideranças das redes varejistas em agentes multiplicadores do conceito de sustentabilidade.

O treinamento será feito em aulas de quatro horas, ministrada por instrutores previamente preparados e com apoio de material didático. Com isso, os organizadores do projeto pretendem levá-lo a cada supermercado do país que tiver interesse em aderir ao movimento.

“O resultado prático é a redução do desperdício das sacolas plásticas, além da conscientização e o maior envolvimento da população nas questões sustentáveis”, afirmou Paulo Dacolina, diretor Superintendente do Instituto Nacional do Plástico (INP), uma das entidades idealizadoras deste projeto.

Com o lançamento oficial previsto para quinta-feira, 21 de outubro, a Escola segue ao princípio de que a preservação ambiental é responsabilidade de todos: poder público, iniciativa privada e população. Para isso, além dos treinamentos, também irá promove sacolas produzidas dentro da Norma ABNT 14937, que, por serem mais resistentes, podem ser usadas em menor quantidade, evitando seu desperdício e permitindo ainda sua reutilização.

A Escola de Consumo Responsável já está em funcionamento no Rio de Janeiro, onde mais de 400 colaboradores de sete supermercados já foram treinados. “O trabalho seguirá por todo o país, para que a população possa continuar usufruindo dos benefícios das sacolinhas; praticidade, durabilidade, economia, higiene, e ainda garantir a preservação do meio ambiente”, completou Dacolina.

Lançamento oficial no Rio de Janeiro

A capital carioca foi escolhida para sediar o lançamento graças ao sucesso alcançado com o piloto do Programa de Qualidade e Consumo Responsável de Sacolas Plásticas, que envolve indústria, varejo e população na questão da responsabilidade compartilhada para o meio ambiente. “Em um mês, o Rio de Janeiro foi a cidade que alcançou o maior índice de redução no desperdício de sacolas plásticas – 15%”, informou Dacolina.

O Programa chegou, em dois anos, a sete capitais brasileiras (São Paulo, Porto Alegre, Salvador, Goiânia, Brasília, Rio de Janeiro e Recife) e, ainda em 2010, será implantado em Belo Horizonte (MG) e Florianópolis (SC). “Nesse período, o programa conseguiu reduzir em 3,9 bilhões o número de sacolas usadas no Brasil”, afirmou Paulo Dacolina. “Com a Escola de Consumo Responsável, o alcance do trabalho de conscientização será ainda maior”.

Os interessados em participar dos treinamentos e levar a Escola de Consumo Responsável a sua cidade devem entrar em contato com o Instituto Nacional do Plástico (INP) pelo e-mail: inp@inp.org.br.

Fonte: ecodesenvolvimento.org.br

Cadeira feita com garrafas pet

Quando você recicla uma garrafa plástica, você está fazendo algo de bom, mas quando você recicla 111 delas, está fazendo algo sensacional. Esta foi a frase que inspirou a empresa americana Emeco, conhecida pelo design de seus móveis feitos a partir de alumínio reciclado, a construir a 111 Navy Chair, uma cadeira construída com garrafas PET recicladas.

O número que está no nome da cadeira não foi colocado a toa: Para a produção do produto foram utilizadas 111 garrafas PET recicladas e uma mistura de outros materiais como pigmentos e fibra de vidro para reforçar a estrutura. A empresa contou com a parceria da marca Coca-Cola, e se inspirou nas formas da Emeco Navy, criada em 1944 pela marinha americana.

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“O objetivo do projeto foi alterar o comportamento do consumidor, unindo o valor do PET com um design bonito resultando em um produto de uso diário, além de incentivar a reciclagem” disse o representante da Coca-Cola em seu site oficial.

A página oficial da 111 Navy Chair na internet acrescenta que a cadeira possui cinco anos de garantia estrutural e ainda vem em várias cores como vermelho, branco, verde entre outras. Produzida apenas nos Estados Unidos, a cadeira está na internert por US$230,00, metade do preço de uma cadeira de alumínio vendida pela empresa.

Você sabe separar seu lixo para reciclagem?

Introdução sobre como separar o seu lixo para reciclagem

Reciclar é fundamental para preservar o meio ambiente. Em casa, no trabalho ou mesmo em viagens, o importante é que cada um se responsabilize pelo lixo que gera.

Especialistas estimam em 1,5 milhão de toneladas a quantidade de lixo produzido por pessoas anualmente. É um número impressionante, fruto do consumo em massa de produtos em escala mundial. Você sabia, por exemplo, que cerca de um milhão de sacolinhas plásticas são utilizadas por minuto?

A reciclagem possui pelo menos dois benefícios imediatos: diminuição da quantidade de dejetos em aterros e o reaproveitamento de materiais que seriam inutilizados. Reciclar, portanto, é economizar recursos. E quem não quer economizar, não é mesmo?

No Brasil, mais do que economizar, tem gente que ganha algum dinheiro com a reciclagem. É o caso das cooperativas

Coleta Seletiva

de catadores, grupos de pessoas de baixa renda que encontraram na reciclagem uma forma digna de trabalho.

Vale ressaltar que a viabilidade da reciclagem depende da consciência dos consumidores, que são fundamentais no processo: são eles que separam o que vai e o que não vai para reciclagem. Sem que a separação seja feita, não há o que reciclar.

Os materiais recicláveis são classificados por tipo – plástico, papel, vidro, ferro, alumínio, orgânico e outros – e devem ser descartados em lixos com cores específicas. Os plásticos no lixo vermelho, os papéis no azul, e assim em diante. Alguns materiais, no entanto, não devem ser encaminhados nem para a reciclagem, tampouco descartados no lixo comum. É o caso do óleo de cozinha que deve ser entregue em postos de coleta específicos, e nunca despejado na pia. Ou de algumas baterias que contém metais pesados. E se você tiver um quintal, pode ainda separar o lixo orgânico e fazer uma compostagem.

E você, será que sabe separar todos materiais recicláveis?

Como separar o lixo e onde colocá-lo

A reciclagem é algo relativamente novo, principalmente, no Brasil. Assim, é sempre bom entender e verificar qual a melhor forma de reciclar. O ideal é você ter em casa o cesto de reciclagem que normalmente tem as cores específicas para cada tipo de material.

As cores são:

  • Azul para papel
  • Vermelho para plásticos
  • Amarelo para metais
  • Verde para vidro

Aparentemente, essas cores podem resolver o problema, mas apenas em parte. Nem todo papel ou plástico, por exemplo, pode ir para a reciclagem. Vamos detalhar então o nosso lixo.

Com relação aos papéis, são recicláveis jornais, revistas, cartões, envelopes, folhas de caderno, papéis de computador, embalagens de ovo, papelão e caixas. Em todos esses casos, o processo de reciclagem é possível.

Já fotografias, papéis metalizados, plastificados, carbonados, papéis de fax, papéis com cola como as fitas adesivas têm limitações no processo de reciclagem. Além disso, os sujos como guardanapos ou papéis higiênicos devem ir para os aterros sanitários junto com o lixo orgânico.

Com relação aos plásticos, são recicláveis garrafas de refrigerante, copinhos e saquinhos plásticos, frascos de shampoo e detergente, embalagens de margarina e material de limpeza, canos, brinquedos sem partes metálicas e tubos. Cabos de panela, tomadas e produtos de acrílico em geral não têm processo para reciclagem.

Entre os metais, são recicláveis latinhas de aço (como as de óleo de cozinha), latinhas de alumínio, panelas, pregos, fios, arames, sucatas de automóveis. Há limitações no caso de clips, grampos, esponjas de aço, latas de tinta ou com materiais tóxicos como gasolina.

Quanto aos vidros, as garrafas, copos, potes, frascos e cacos vão para o lixo reciclável. Já espelhos, fibras de vidro, lâmina, porcelana, cerâmica, tubos de TV, vidro temperado (como os pratos duralex) e ampolas de remédio não podem ser reciclados..

Há também outros materiais que não são recicláveis como os tocos de cigarros ou o isopor. Já as caixas tetrapack, ou longa vida, podem ser jogadas nos cestos para reciclagem de papel, apesar de ter um processo separado.

Fonte: http://ambiente.hsw.uol.com.br/como-separar-o-lixo2.htm

Postado por Oscar Campos Neto

Agora que você já sabe como separar o seu lixo, comece já a separá-lo e divulgue esta informação. Assim você estará contribuindo com a preservação ambiental e ajudando a milhares de pessoas que sobrevivem da reciclagem do lixo.

Envie-nos matérias e artigos relacionados.

O planeta agradece.