Como fazer uma compostagem doméstica

Vamos sugerir-lhe uma forma de aumentar a fertilidade do solo do seu jardim, resolvendo parcialmente o problema do lixo doméstico. Comece por colocar uma pilha de composto (inicialmente lixo) num canto menos utilizado do jardim. Escolha um local nivelado com aproximadamente 1 metro quadrado por cada caixa que queira fazer, preferencialmente fora do alcance da luz solar directa e com uma fonte de água próxima. Deve ainda ser um local protegido das vistas principais, por questões estéticas, e perto de casa para que não seja penoso utilizá-lo diariamente. Limpe o chão de folhas e de relva, pois vai aplicar a primeira camada directamente no chão que não pode ser impermeável (cimento, pedra, etc.).

Ao construir a “caixa” de compostagem (biodigestor), com rede galinheira ou madeira, etc., esteja certo que deixa bastante espaço aberto para que o ar alcance a pilha. Um lado da “caixa” removível facilita o manuseamento da pilha com uma pá. O compostor para uma família de três a cinco pessoas deve ter uma capacidade de cerca de um metro cúbico: duas caixas com aquela dimensão cada, com a da figura, permitem fazer a viragem de uma para a outra e manter o composto numa delas por uns dias enquanto se começa a encher a outra.
Fig. Biodigestor para compostagem de lixo doméstico. Caixa dupla com 1 m3 por compartimento.

Continuar lendo

Barcelona – cidade modelo em sistema de coleta de lixo por sucção

O Jornal Nacional está apresentando desde segunda-feira uma série de reportagens especiais sobre as soluções encontradas por muitas cidades para reaproveitar o lixo. Na última reportagem sobre o assunto, o correspondente Marcos Losekann mostra como alguns lugares da Europa revolucionaram a maneira de transportar o que é jogado nas lixeiras.

Lixo amontoado, jogado no chão e espalhado pelas ruas. Não, essa não é a realidade de pelo menos 50 cidades européias que já descobriram um jeito de varrer o lixo para debaixo da terra – tudo de forma ecologicamente correta. Em vez de latas, que dependem de coleta periódica, bocas de lixo. Através das escotilhas, os cidadãos jogam os sacos. A partir daí, começa um show de tecnologia.

Todas as bocas de lixo são conectadas a um gigantesco sistema de tubulação enterrado a, pelo menos, cinco metros da superfície. Trata-se de um grande sugador, que aspira o lixo de hora em hora, dia e noite, o ano inteiro.

Os sacos chegam a ”viajar” a 70 quilômetros por hora embaixo da terra. O destino final é um centro de coleta, geralmente instalado na periferia da cidade. O lixo entra diretamente em um container, que depois de cheio é transportado para uma usina de triagem, ainda mais afastada da cidade. Plásticos, latas e papel são reciclados. O lixo orgânico vira combustível para mover turbinas que produzem eletricidade.

A ideia nasceu na Vila Olímpica de Barcelona, construída especialmente para os Jogos de 1992. Parecia impossível unir lixo com limpeza e higiene. Mas deu tão certo que virou exemplo para a cidade inteira. O sistema acaba com a sujeira nas ruas, com as latas de lixo e, principalmente, com a coleta – um método que geralmente custa caro e polui o meio ambiente. Pelo menos 160 caminhões de lixo deixaram de circular diariamente pelas ruas da cidade.

Um barbeiro, que sempre viveu em Barcelona, é um dos maiores defensores do sistema.
“Não tem mau cheiro, não tem o barulho insuportável dos caminhões de lixo, é tudo limpinho”, ele observa. “É uma questão de inteligência e conscientização”.

Nos últimos 18 anos, a prefeitura de Barcelona vem investindo sistematicamente na instalação dos tubos.

“É como o fornecimento de água, gás ou energia elétrica. A tubulação é enterrada embaixo do pavimento das ruas”, explica o representante da companhia que criou o sistema. E o custo com o tempo se dilui e acaba sendo igual ou até menor do que o método tradicional de coleta.

Em Barcelona, os prédios de apartamentos construídos nas últimas duas décadas já têm o sistema instalado internamente. Os moradores nem precisam mais descer com os sacos até a rua: 70% do lixo na capital da Catalunha já são recolhidos assim. E, em cinco anos, Barcelona inteira não terá mais nenhum caminhão de coleta de lixo circulando pela cidade. Solução subterrânea que ninguém vê, mas com vantagens que, com certeza, todo mundo sente.

AMMA – Produz móveis com garrafas PET

Criatividade, consciência ecológica e habilidades manuais, são alguns dos ingredientes utilizados pelos educadores ambientais da Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma) para transformar garrafas plásticas de refrigerante (pet) em móveis de decoração para cômodos de casa, como: salas, quartos e cozinhas. Muitas são as peças que estão sendo produzidas com garrafas pelos os monitores ambientais do Órgão, como por exemplo, cama de solteiro, pufe, poltrona e agora recentemente foi criada uma mesa de dois lugares com garrafas de 600 ml.

sustentabilidade - criatividade - coleta seletiva

móveis ecológicos - feitos com garrafas PET

“Uma verdadeira fábrica de móveis ecológicos”, é como o diretor de Gestão Ambiental da Amma, Thiago Camargo nomeia a quantidade de utensílios domésticos que tem sido produzido pelos técnicos da gerência de educação ambiental. “O objetivo é promover uma integração com o público que participa das atividades da Agência, além de estimular a criatividade de cada um, assim conseguimos minimizar os impactos ambientais causados pelo descarte de materiais que normalmente são desprezados pela população de forma equivocada”, alerta Thiago. Continuar lendo

COMPOSTAGEM – Como compostar lixo orgânico em apartamentos

A compostagem é uma técnica milenar, praticada pelos chineses há mais de cinco mil anos. Nada muito diferente do que natureza faz a bilhões de anos desde que surgiram os primeiros microorganismos decompositores. Seguindo o exemplo da floresta, onde observamos que cada resíduo, seja ele de origem animal ou vegetal, é reaproveitado pelo ecossistema como fonte de nutrientes para as plantas que, em última análise, são o sustentáculo da vida terrestre. Pois bem, quando procedemos com a compostagem estamos seguindo as regras da natureza e destinando corretamente nossos resíduos.
Tradicionalmente a compostagem é vista como uma prática usual em propriedades rurais e centrais de reciclagem de resíduos. No primeiro caso é uma estratégia do agricultor para transformar os resíduos agrícolas em adubos essenciais para a prática da agricultura orgânica. No segundo é uma necessidade administrativa, que tem a intenção de diminuir o volume do material a ser gerenciado além de estabilizar um material poluente.
No espaço urbano existe a crença de que lixo deve ser recolhido pela prefeitura e despejado em algum local onde possa feder e sujar a vontade. Esta realidade perversa está sendo mudada, graças às ações práticas de alguns municípios e pelos avanços nas leis e normas ambientais em nosso país. Mas o que nós cidadãos podemos fazer em nossas casas para colaborar neste processo?
Uma coisa muito boa que podemos fazer em nossas casas e apartamentos são a compostagem. Diferentemente dos agricultores que precisam de adubos para os seus cultivos ou das prefeituras que precisam se livrar desse resíduos; nós em casa podemos começar simplesmente tentando diminuir a quantidade de lixo orgânico emitido para a prefeitura. É claro que só é possível isto em casas onde o lixo é separado.
Entre os muitos modelos de composteira existentes, destacamos os engradados de pvc (lembra das caixas plásticas usadas em supermercados para o transporte das compras?). Com dois ou três engradados podemos montar uma sistema de compostagem bem eficiente e que não ocupa muito espaço. Vamos ver isto passo-a-passo: Continuar lendo

Você sabe separar seu lixo para reciclagem?

Introdução sobre como separar o seu lixo para reciclagem

Reciclar é fundamental para preservar o meio ambiente. Em casa, no trabalho ou mesmo em viagens, o importante é que cada um se responsabilize pelo lixo que gera.

Especialistas estimam em 1,5 milhão de toneladas a quantidade de lixo produzido por pessoas anualmente. É um número impressionante, fruto do consumo em massa de produtos em escala mundial. Você sabia, por exemplo, que cerca de um milhão de sacolinhas plásticas são utilizadas por minuto?

A reciclagem possui pelo menos dois benefícios imediatos: diminuição da quantidade de dejetos em aterros e o reaproveitamento de materiais que seriam inutilizados. Reciclar, portanto, é economizar recursos. E quem não quer economizar, não é mesmo?

No Brasil, mais do que economizar, tem gente que ganha algum dinheiro com a reciclagem. É o caso das cooperativas

Coleta Seletiva

de catadores, grupos de pessoas de baixa renda que encontraram na reciclagem uma forma digna de trabalho.

Vale ressaltar que a viabilidade da reciclagem depende da consciência dos consumidores, que são fundamentais no processo: são eles que separam o que vai e o que não vai para reciclagem. Sem que a separação seja feita, não há o que reciclar.

Os materiais recicláveis são classificados por tipo – plástico, papel, vidro, ferro, alumínio, orgânico e outros – e devem ser descartados em lixos com cores específicas. Os plásticos no lixo vermelho, os papéis no azul, e assim em diante. Alguns materiais, no entanto, não devem ser encaminhados nem para a reciclagem, tampouco descartados no lixo comum. É o caso do óleo de cozinha que deve ser entregue em postos de coleta específicos, e nunca despejado na pia. Ou de algumas baterias que contém metais pesados. E se você tiver um quintal, pode ainda separar o lixo orgânico e fazer uma compostagem.

E você, será que sabe separar todos materiais recicláveis?

Como separar o lixo e onde colocá-lo

A reciclagem é algo relativamente novo, principalmente, no Brasil. Assim, é sempre bom entender e verificar qual a melhor forma de reciclar. O ideal é você ter em casa o cesto de reciclagem que normalmente tem as cores específicas para cada tipo de material.

As cores são:

  • Azul para papel
  • Vermelho para plásticos
  • Amarelo para metais
  • Verde para vidro

Aparentemente, essas cores podem resolver o problema, mas apenas em parte. Nem todo papel ou plástico, por exemplo, pode ir para a reciclagem. Vamos detalhar então o nosso lixo.

Com relação aos papéis, são recicláveis jornais, revistas, cartões, envelopes, folhas de caderno, papéis de computador, embalagens de ovo, papelão e caixas. Em todos esses casos, o processo de reciclagem é possível.

Já fotografias, papéis metalizados, plastificados, carbonados, papéis de fax, papéis com cola como as fitas adesivas têm limitações no processo de reciclagem. Além disso, os sujos como guardanapos ou papéis higiênicos devem ir para os aterros sanitários junto com o lixo orgânico.

Com relação aos plásticos, são recicláveis garrafas de refrigerante, copinhos e saquinhos plásticos, frascos de shampoo e detergente, embalagens de margarina e material de limpeza, canos, brinquedos sem partes metálicas e tubos. Cabos de panela, tomadas e produtos de acrílico em geral não têm processo para reciclagem.

Entre os metais, são recicláveis latinhas de aço (como as de óleo de cozinha), latinhas de alumínio, panelas, pregos, fios, arames, sucatas de automóveis. Há limitações no caso de clips, grampos, esponjas de aço, latas de tinta ou com materiais tóxicos como gasolina.

Quanto aos vidros, as garrafas, copos, potes, frascos e cacos vão para o lixo reciclável. Já espelhos, fibras de vidro, lâmina, porcelana, cerâmica, tubos de TV, vidro temperado (como os pratos duralex) e ampolas de remédio não podem ser reciclados..

Há também outros materiais que não são recicláveis como os tocos de cigarros ou o isopor. Já as caixas tetrapack, ou longa vida, podem ser jogadas nos cestos para reciclagem de papel, apesar de ter um processo separado.

Fonte: http://ambiente.hsw.uol.com.br/como-separar-o-lixo2.htm

Postado por Oscar Campos Neto

Agora que você já sabe como separar o seu lixo, comece já a separá-lo e divulgue esta informação. Assim você estará contribuindo com a preservação ambiental e ajudando a milhares de pessoas que sobrevivem da reciclagem do lixo.

Envie-nos matérias e artigos relacionados.

O planeta agradece.

Reciclagem de óleo de cozinha usado – como fazer sabão

Aprenda a fazer sabão com o seu óleo de cozinha usado.

O óleo de cozinha usado é contaminante dos nossos solos e lençóis freáticos. Reaproveite-o fazendo sabão, isto te proporcionará economia e  você preservará nosso planeta.

Divulgue esta receita. Conservar o meio ambiente é uma causa mundial e para que isto aconteça é necessário a participação de todos nós.

UTILIDADE PÚBLICA:   Nós da Pão & Ecologia coletamos óleo de cozinha usado em Goiânia. O Óleo de cozinha usado é destinado para a fabricação de sabão biodegradável. Esta é uma ação de grande valor social e ambienta, pois retiramos da natureza um material altamente poluente e geramos empregos fabricando um produto biodegradável e de baixo custo.

DISQUE COLETA DE ÓLEO:

062.8521.7827         ou          062.8109.7879

Oscar Neto – Ambientalista e Diretor Geral da Pão & Ecologia

Edifício Ecológico

.

Benefícios sócio-ambientais

Seguindo a linha conceitual da Agenda 21 Brasileira sobre o Desenvolvimento Sustentável no país, o Projeto Edifício Ecológico tem repercussão ambiental significante na cidade através da coleta seletiva para a reciclagem, reduzindo a poluição geral do nosso solo, ar e água; conservando as nossas fontes de energia e água; e preservando a base natural dos recursos naturais para as futuras gerações. Esta iniciativa faz parte das mudanças necessárias a nível mundial, para melhorar a atual problemática ecológica do Aquecimento Global.

● A reciclagem de uma jarra de vidro poupa suficiente energia para acender uma lâmpada por 4 horas.
● Reciclar 1 tonelada de papel poupa 22 árvores, consome 71% menos energia elétrica e polui o ar 74% menos do que fabricá-la a partir de madeira virgem.
● Uma tonelada de plástico reciclada economiza 130 litros de petróleo.
● A reutilização do alumínio reciclado para novos produtos usa 95% menos energia que se fossem feitos de material bruto.

O Projeto também trabalha a inclusão social de catadores organizados em associações ou cooperativas, através da coleta e comercialização dos materiais recicláveis. Ao se juntar ao trabalho do Edifício Ecológico os catadores passam a ter melhores condições de trabalho, mais higiene e saúde, aumento na sua renda familiar em uma média de 60%, e auto-estima pelo seu trabalho ao tornar-se cidadãos importantes e valorizados na sociedade. Os materiais coletados nos condomínios, empresas e escolas são de benefício exclusivo dos catadores.


Produtos feitos com materiais recicládos:

Fonte: http://www.edificioecologico.org.br

A idéia do Projeto Edifício Ecológico surgiu a partir da tese de mestrado do antropólogo-urbanista Mark Burr, defendida no Departamento do Mestrado em Desenvolvimento Urbano (MDU) da UFPE, em 2001 (“As Motivações da População de Renda Média na Seleção Doméstica de Materiais Recicláveis do Lixo”)