O que é Ecossistema?

Por Caroline Faria

ecossistema  é a unidade principal de estudo da ecologia e pode ser definido como um sistema composto pelos seres vivos (meio biótico) e o local onde eles vivem (meio abiótico, onde estão inseridos todos os componentes não vivos do ecossistema como os minerais, as pedras, o clima, a própria luz solar, e etc.) e todas as relações destes com o meio e entre si. 

Para que se possa delimitar um “sistema ecológico” ou ecossistema é necessário que haja quatro componentes principais: fatores abióticos, que são os componentes básicos do ecossistema; os seres autótrofos, geralmente as plantas verdes, capazes de produzir seu próprio alimento através da síntese de substâncias inorgânicas simples; os consumidores, heterotróficos – que não são capazes de produzir seu próprio alimento, ou seja, os animais que se alimentam das plantas ou de outros animais; e os decompositores, também heterotróficos, mas que se alimentam de matéria morta.

A totalidade destes organismos interagindo em um determinado local de forma a criar um ciclo de energia (do meio abiótico para os seres autótrofos, destes para os heterótrofos e destes para o meio abiótico novamente) caracterizando os níveis tróficos da cadeia alimentar constitui um sistema ecológico ou ecossistema, independentemente da dimensão do local onde ocorrem essas relações.

As dimensões de um ecossistema podem variar consideravelmente desde uma poça de água até a totalidade do planeta terra que pode ser considerado como um imenso ecossistema composto por todos os ecossistemas existentes (ecosfera).

Mas não se deve confundir “ecossistema” com “bioma”. O bioma é geograficamente mais abrangente e é predominantemente definido de acordo com um conjunto de vegetações com características semelhantes além de outros requisitos (como a Mata Atlântica).

Entretanto, como o ecossistema pode ser considerado em grande escala, as definições ficam um pouco confusas. Mas, geralmente para grandes extensões de território (de dimensões regionais) usa-se a denominação “bioma”.

Os ecossistemas são classificados de duas formas: em ecossistemas terrestres e ecossistemas aquáticos. Ambos possuem o funcionamento parecido com apenas a diferença óbvia da quantidade de água entre um e outro o que faz com que comportem formas de vida completamente diferentes embora algumas possam compartilhar ou migrar de um meio para o outro. Aos locais onde os dois tipos de ecossistemas se encontram dá-se o nome de “wetlands”, no termo em inglês, que podemos chamar de “terras alagadas”. São regiões como o Pantanal Matogrossense e as regiões alagadas da Amazônia.

Fontes
http://www.portaldomeioambiente.org.br
http://campus.fortunecity.com
http://www.ibge.gov.br

Anúncios

O que é Sinecologia?

Por Caroline Faria

sinecologia  é o ramo da ecologia que estuda as comunidades1, ou seja, as relações entre os indivíduos de várias espécies e o meio em que eles vivem. Ao contrário da ecologia clássica (autoecologia), voltada para o estudo dos indivíduos, a sinecologia objetiva compreender a influência da dinâmica das populações por meio do estudo das relações entre os indivíduos de uma espécie e os fatores ambientais, nos ecossistemas e nas próprias comunidades. A sinecologia aborda também, os conceitos relacionados à transferência de energia e matéria nos ecossistemas (ciclos tróficos e de biomassa).

Assim como o termo autoecologia, o termo sinecologia foi utilizado pela primeira vez botânico Carl Schroter (Die Vegetation Des Bodensees, 1902) e adotado durante o III Congresso Internacional de Botânica de Bruxelas (1910), mas ainda como um campo pouco explorado devido às restrições teóricas existentes na época. Apenas com o surgimento da concepção holística que culminou na Teoria Geral dos Sistemas publicada por Bertalanffy em 1968, e das descobertas nas áreas eletrônica e atômica é que a sinecologia passou a contar com os instrumentos necessários para estudar sistemas complexos e iniciar sua fase experimental.

Em 1974 durante o I Congresso Internacional de Ecologia a sinecologia é defendida como o único escopo verdadeiro da ecologia. No entanto, também é admitida a dificuldade ainda existente em se realizar estudos que adotem essa abordagem, ressaltando a realidade de que o estudo das comunidades, na maioria dos casos, resume-se, praticamente, a mera compilação de dados colhidos de forma independente.

Mesmo assim, o estudo das comunidades continua como princípio fundamental para a compreensão dos sistemas ecológicos e das comunidades que, segundo a teoria geral dos sistemas, possui características genuinamente novas que existem apenas em níveis superiores, de maior complexidade, e não no nível dos indivíduos, as chamadas características emergentes. Sendo assim, algumas propriedades dos ecossistemas não poderiam ser entendidas através apenas do estudo de suas partes constituintes, mas exigiriam uma abordagem integrada.

Na prática a sinecologia atualmente divide-se em duas abordagens: a estática e a dinâmica. A primeira, também chamada de sinecologia descritiva, busca obter conhecimentos sobre a composição, frequência, distribuição e outras características dos grupos, o que faz através do estudo descritivo destes grupos em um ambiente determinado. Já a sinecologia dinâmica, ou sinecologia funcional, tem seu foco voltado para a descrição dos grupos a suas inter-relações (inclusive dos indivíduos) sob um aspecto dinâmico, podendo ainda subdividir-se no estudo da composição das comunidades (agrupamentos de indivíduos), ou no estudo da estrutura destas comunidades (em botânica, por exemplo: estruturas arbóreas, herbáceas e etc.).

1 Conjunto de populações que habitam uma mesma área ao mesmo tempo.

Fontes:
http://w3.ualg.pt/~lchichar/ECOLOGIA%202009/Aul%20Sinecologia%20e%20sucess%C3%A3o1.pdf
http://www.inf.ufes.br/~neyval/Gestao_ambiental/Tecnologias_Ambientais2005/Ecologia/CONC_BASICOS_ECOLOGIA_V1.pdf
http://www.pucrs.campus2.br/~equerol/ecologia1.doc
http://carlschroeter.org/Articles/JSTOR%201939.08.01%20Obituary%20Carl%20Schroeter%201855-1939.pdf
http://www.tmbl.gu.se/libdb/taxon/personetymol/petymol.s.html
http://www.geografia.ufpr.br/laboratorios/labs/arquivos/Fundamentos%20da%20Ecologia%20-%20Apostila.pdf

Dalai Lama: Responsabilidade Universal e o Meio Ambiente

Ainda menino, ao estudar o budismo, foi-me ensinado a importância de uma atitude de cuidado para com o meio ambiente. A nossa prática de não violência se aplica não só aos seres humanos, mas a todos os seres sencientes — qualquer ser vivente que possua uma mente. Onde houver uma mente, haverá sentimentos como dor, prazer e alegria. Nenhum ser senciente deseja a dor: em vez disso, todos querem a felicidade. Acredito que todos os seres sencientes compartilham estes sentimentos em um nível básico.

Na prática budista, ficamos tão familiarizados com esta idéia de não-violência e cessação de todo sofrimento que ficamos acostumados a não fazer mal ou destruir qualquer coisa indiscriminadamente. Apesar de não acreditarmos que árvores ou flores têm mentes, nós as tratamos com respeito. Assim, compartilhamos um senso de responsabilidade universal tanto pela humanidade quanto pela natureza.

A nossa crença na reencarnação é um exemplo de nossa preocupação com o futuro. Se você pensar que vai renascer, provavelmente dirá a si mesmo, “eu preciso preservar tal e tal coisa porque minha reencarnação futura conseguirá continuar com estas coisas”. Embora exista uma chance que você possa renascer como uma criatura — talvez até em um planeta diferente — a idéia da reencarnação lhe dá um motivo para ter preocupação direta com este planeta e as gerações futuras.

No ocidente, quando falamos de “humanidade” estamos normalmente nos referindo apenas à atual geração de seres humanos. A humanidade do passado já foi. O futuro, como a morte, ainda não chegou. As idéias ocidentais normalmente lidam com o lado prático das coisas unicamente para esta geração atual de seres humanos.

Continuar lendo

Série de Ensinamentos de Dalai Lama sobre Ecologia

Ecologia e o Coração Humano

Segundo os ensinamentos budistas, há uma interdependência muito próxima entre o meio ambiente natural e os seres sencientes que nele habitam. Alguns de meus amigos me disseram que a natureza humana básica é um tanto violenta, mas eu disse que não concordo. Se examinarmos os diferentes tipos de animais, por exemplo, aqueles cuja própria sobrevivência depende de tirar outras vidas, como tigres ou leões, aprendemos que a sua natureza básica dota-lhes com dentes e garras afiadas. Animais pacíficos, como corças, que são totalmente vegetarianas, são mais gentis, possuem dentes menores e não têm garras. Desse ponto de vista, nós seres humanos temos uma natureza não violenta. Quanto à questão da sobrevivência humana, os seres humanos são animais sociais. Para sobreviver, precisamos de companheiros. Sem outros seres humanos não há possibilidade alguma de sobrevivência; esta é a lei da natureza.

Como acredito profundamente que os seres humanos são basicamente gentis por natureza, sinto que devemos não só manter relações gentis e pacíficas com a comunidade de seres humanos, mas também que é muito importante estender a mesma atitude gentil para com o meio ambiente natural. Do ponto de vista moral, devemos nos preocupar com todo o nosso meio ambiente.

Continuar lendo

Tijolo Ecológico é opção econômica para a construção civil – Casas Ecológicas e Sustentáveis

Ele constrói a casa do rico e do pobre. É matéria-prima básica na maioria das construções do país. É conhecido apenas por tijolo, mas há alguns anos mais uma palavra foi acrescentada ao seu nome: ecológico. Em tempos de aquecimento global, o tijolo ecológico ou tijolo modular destaca-se por não poluir. Mas as vantagens não são apenas para o meio ambiente, são também para o conforto, para a estética e o mais interessante, para o bolso.

Ecotijolos

Tijolo Ecológico, Tijolo Canaleta e Meio-tijolo

Fabricado  em uma olária ecológica em Goiânia, a Ecotijolos, o tijolo é ecológico porque diferentemente do tijolo convencional não precisa ser cozido em fornos, eliminando assim a utilização de lenha e a derrubada de dez árvores para a fabricação de mil tijolos. Sem lenha também não há fumaça e, por conseqüência, não há emissão de gases de efeito estufa. Além disso, sua composição é formada por terra, água e cimento.

Segundo estudos realizados em todo o Brasil, o sistema construtivo dos Tijolos Ecológicos traz para a obra, de 20 até 40% de economia com relação ao sistema construtivo convencional. Um dos motivos é que não há desperdício, como neste último. “Hoje em uma obra convencional cerca de 1/3 do material vai para o lixo”. A seguir algumas vantagens desta tecnologia construtiva:

  1. Diminui o tempo de construção em 30% com relação a alvenaria convencional, devido aos encaixes que favorecem o alinhamento e prumo da parede;
  2. Estrutura As colunas são embutidas em seus furos, distribuindo melhor a carga de peso sobre as paredes. CRIANDO UMA ESTRUTURA MUITO MAIS SEGURA!
  3. Redução de uso de madeiras nas caixarias dos pilares e vigas em quase zero;
  4. Economia de 70% do concreto e argamassa de assentamento;
  5. Economia de 50% de ferro;
  6. Os Tijolos Ecológicos são curados com água e sombra, diferente dos tijolos convencionais que dependem da queima de milhares de lenhas queimando em fornos e contribuindo demasiadamente com o aquecimento global e com desmatamentos;
  7. Durabilidade maior do que o tijolo comum, pois chega a ser até 6 x mais resistente;
  8. Alivia o peso sobre a fundação evitando gastos desnecessários com  estacas mais profundas e sapatas maiores;
  9. Fácil acabamento. Se preferir não precisa rebocar e pintar, economizando mais ainda. Os Tijolos Ecológicos já possuem um lindo acabamento, semelhante aos tijolos aparentes, necessitando o uso de apenas um impermeabilizante a base de silicone ou acrílico, e rejunte flexível (varias cores da vedacit e votaran);
  10. Revestimento é simples usando-se direto sobre tijolo apenas uma fina camada (5mm) de reboco, textura, gesso ou graffiato;
  11. O assentamento dos azulejos é direto sobre os tijolos;
  12. Obra mais limpa e sem entulhos;
  13. Acústica Como o tijolo ecológico possui dois furos, as paredes formam um isolamento acústico, diminuindo os ruídos provocados na rua para o interior da casa.
  14. Isolamento Térmico (calor) – O furo dos tijolos, são importantes pois formam câmaras térmicas evitando com isso que o calor que esta do lado de fora penetre no interior da residência. Com isso a temperatura interna é inferior a externa. UMA CASA BEM FRESCA NAQUELES DIAS DE CALOR INTENSO!
  15. Isolamento Térmico (frio) – Com o Frio acontece ao contrario, pois a temperatura da casa fica mais quente do que a externa. TEMPERATURA SEMPRE AQUECIDA NOS DIAS FRIOS!
  16. Proteção de Umidade – Esses furos também propiciam a evaporação do ar, evitando com isso, a formação de umidade nas paredes e interior da construção, que causa danos à saúde e danos materiais.
  17. Instalações Hidráulicas – Toda a tubulação é embutida em seus furos dispensando a quebra de paredes, como na alvenaria convencional. SEM DESPERCÍOS COM “QUEBRA-QUEBRA”!
  18. Instalações Elétricas – Como as instalações hidráulicas, também são embutidas nos furos, dispensando conduites e caixas de luz, podendo os interruptores e tomadas serem fixados, diretamente sobre os tijolos.
  19. A PRATICIDADE DESTE TIJOLO FARÁ SUA OBRA SER MUITO MAIS RÁPIDA!

O processo inicia com a peneiração da terra, em seguida é feito a mistura de solo, cimento e água no misturador. Depois de pronta a mistura segue para a prensa hidráulica. São 6 toneladas de pressão que transformam a massa em tijolos ecológicos. Na seqüência, os tijolos passam pelo processo de hidrocura, ou seja são curados com água durante 20 dias até adquirirem a resistência adequada.

Pronto, o tijolo mede 12,5 cm de largura, 25 cm de comprimento e 6,5 cm de altura. E em conjunto com os tijolos também são fabricados os tijolos – canaletas e os meio-tijolos para que a construção fique perfeito e toda modulada. Os Tijolos ecológicos também são conhecidos por tijolos modulares de solo-cimento.

Economicamente viável, ecologicamente correto, visualmente agradável, a alternativa ainda gera novos empregos num setor que, mesmo diante da crise mundial, não foi abalado. O empresário confirma e exemplifica a importância de produções que somam positivamente na economia. “A construção civil é um setor em alta no Brasil e chegou o momento de construírmos de forma sustentável e ecológica. As obras feitas com estes sistema construtivo quase não geram entulhos, que um sério problema ambiental”

Fontes de pesquisa:

http://www.guiadaobra.net/forum/ambiente-saude-seguranca/tijolo-ecologico-opcao-economica-para-construcao-civil-estado-t811.html

Abaixo, segue outro texto legal sobre construção com tijolo ecológico:
http://www.guiadaobra.net/forum/ambiente-saude-seguranca/construcao-sustentavel-com-tijolo-ecologico-curitiba-t1271.html

Uso de sacolas biodegradáveis é priorizado em BH.

Virou lei em Belo Horizonte. A partir de março, os supermercados, padarias e outros pontos de comércio só poderão utilizar sacolinhas biodegradáveis, feitas de amido de milho que se decompõem após 180 dias.

A lei entrou em vigor com o intuito de diminuir o uso excessivo de sacolas plásticas comuns, que somam 157 milhões em apenas um ano na cidade. A intenção é de reduzir esse número em 80% com a venda dos sacos biodegradáveis a R$0,19.

Os comerciantes estão proibidos de vender as sacolas plásticas comuns e as oxibiodegradáveis, sujeitos a multas de até mil reais.

“Sacola Plástica Nunca Mais”

Durante estes 45 dias iniciais, a prefeitura de Belo Horizonte (MG) vai começar um processo de conscientização da população e do comércio sobre a lei municipal. Como uma etapa de adaptação, a fiscalização não será feita de forma punitiva, mas através da campanha “Sacola Plástica Nunca Mais”.

Os locais de venda participantes da campanha vão comercializar as sacolinhas biodegradáveis por preço de custo, no valor de R$1,98. Além disso, a prefeitura deve incentivar outras alternativas sustentáveis no mercado, como o uso dos carrinhos e das caixas de papelão.

As informações são do Estadão.com e ecodesenvolvimento.org.br

Linda praça em Belo Horizonte