Diga não as sacolas de plásticos e sim a preservação do meio ambiente.

O saco de plástico (ou sacola) é um objeto utilizado no cotidiano para transportar pequenas quantidades de mercadorias. Introduzidos nos anos 70, os sacos de plásticos tornaram muito populares, especialmente através da sua distribuição gratuita nos supermercados e outras lojas. A sacola de plástico é um derivado do petróleo, substância não renovável, feita de uma resina chamada de polietileno de baixa densidade (PRBD) e sua degradação no meio ambiente pode levar séculos.

Problemas ambientais

Sacola, assassina no mar

Sacola, assassina no mar

Quase todos os sacos de plástico não acondicionados em lixeiras acabam, mais cedo ou mais tarde, por chegar aos rios e aos oceanos. Os ambientalistas chamam a atenção há vários anos para este problema e citam o fato de milhares de baleias, golfinhos, tartarugas e aves marinhas morrerem anualmente asfixiadas por sacos de plástico. Esses animais confundem a sacola plástica com seu alimento natural, lulas e outros moluscos e acabam por engolir o material. Quando a morte não se dá por intoxicação, acontece por asfixia.  O caso mais dramático ocorreu em 2002, quando uma baleia anã deu à costa da Normandia com cerca de 800 kg de sacos de plástico encravados no estômago.

Sacola no Mar

Sacola Coral

Sacola Coral

Os saquinhos também são uma das causas do entupimento da passagem de água em bueiros e córregos, contribuindo para as inundações e retenção de mais lixo. Quando incinerado libera toxinas perigosas para a saúde.

Perspectivas sobre o saco de plástico

Em países mais evoluídos como a Irlanda, foi implantada medidas sobre a produção descontrolada de sacolas de plástico ao introduzir PlasTax em 2002. .Um imposto que cobra ao comerciante por cada saco distribuído. O resultado desta iniciativa foi a angariação de cerca de 23 milhões de euros para serem investidos em projetos ambientais e uma redução no consumo de 90%. O Reino Unido encontra-se de momento a estudar a hipótese de aplicar legislação semelhante. Na Alemanha, os sacos de plásticos são pagos pelo consumidor em todos os supermercados e é habitual o uso de sacos de pano reutilizáveis ou caixas de papelão. Em Portugal e no Brasil, o uso de sacos de plástico é generalizado e na maioria das lojas é distribuído gratuitamente.

Alternativas

Alguns mercados e lojas de conveniência de grandes cidades como Rio de Janeiro e São Paulo já estão vendendo sacolas retornáveis a seus clientes por preços bastante e atraentes (o que deveria ser de graça!). Não é muito, mas já é um começo. É um preço justo para não ter suas compras no chão e não poluir o meio ambiente.

É preciso adotar medidas com abrangência de amplo alcance – como elaboração, aplicação e fiscalização de lei. Enfim, colocar em desuso as sacolas plásticas e engajar as pessoas nessa causa ambiental.

Seguem algumas dicas de como começar a diminuir o uso das sacolas descartáveis:

  • Comece a levar uma sacola própria para fazer as compras, seja no supermercado, na venda, quitanda ou feira.;
  • As famosas “sacolas de feira” são uma grande dica, seja ela de plástico resistente, seja de pano;
  • Se a quantidade de compras for muito grande, peça no supermercado caixas de papelão para transportar as compras.
  • Caso seu supermercado utilize sacolas biodegradáveis, de preferência para estas;
  • Cuidado com as sacolas Oxibiodegradáveis, apesar delas se “desfazerem” no ambiente, diferentemente de uma sacola biodegradável, que é consumida por microorganismos, a sacolas Oxidegradáveis se utilizam de componentes químicos nocivos para decompô-la, continuando a poluir o ambiente, apenas não serão visíveis aos nossos olhos (para mais detalhes consulte: http://www.ambiente.sp.gov.br/artigos/270707%5Fengodo%5Fplastificado.htm);
  • De preferência pelos sacos de papel;
  • Verifique as datas de validade dos produtos. Você poderá estar levando um produto que irá para o lixo;
  • Reflita sobre suas compras. Será que tudo que você está comprando será utilizado ou boa parte irá estragar e ir para o lixo? Você precisa mesmo do que está comprando ou foi a propaganda que lhe disse para comprar? Quanto menos compras, menos saquinhos serão utilizados.

Referências:

Maurício Waldman Dan Schneider, Guia ecológico doméstico, Editora Contexto.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Saco_de_pl%C3%A1stico. Acesso em:03/08/2009 as 16:40 hs

http://www.dm.com.br/materias/show/t/alternativa_para_as_sacolas_plsticas Acesso em:03/08/2009 as 17:00 hs.

Autora:

Edilene Teles Barbosa- Graduada em Ciências Biológicas pela Universidade Católica de Goias.

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O desaparecimento das abelhas

As abelhas são elementos importantíssimos tanto para o homem como para o meio ambiente, seja pelos produtos de valor comercial fornecidos, (mel, própolis, cera e geléia real), mas principalmente pela ação da polinização, por contribuir para o aumento da produção de frutos e sementes de diversos vegetais de interesse agro florestal.

O número de colônias de abelha tem declinado consideravelmente, sendo um fato preocupante para a humanidade. Esse desaparecimento misterioso pode causar um estrago de proporções catastróficas aos seres vivos .Nos Estados Unidos recebeu o nome de Colony Collapse Disorder (Desordem e Colapso da Colônia) atingindo 30 a 50 estados. Três espécies já desapareceram nos últimos 50 anos e outras dez encontram-se ameaçadas. Foram encontradas abelhas sobreviventes em suas colméias, nas quais haviam perdido por completamente sua imunidade e estavam  infestadas por vários tipos de vírus e fungos ao mesmo tempo. Cientistas das Américas chegaram à conclusão de que elas se intoxicam ao coletar o pólen contaminado por herbicidas e inseticidas usados na agricultura.

Outra possível causa apontada por pesquisadores é o aquecimento global. O sistema de orientação das abelhas funciona  por meio dos olhos. As abelhas dependem da luz solar para encontrar o caminho de volta para as colméias. O aumento da incidência de raios ultravioletas poderia, assim, ser uma das causas do fenômeno.

Alguns apicultores Gaúchos e Catarinenses relatam desaparecimento de abelhas em níveis inéditos, registrando perdas de 25% na produção de mel em suas regiões. O fenômeno pode causar graves desequilíbrios ambientais, vez que as abelhas são responsáveis por mais de 90% da polinização e, de forma direta ou indireta pelos alimentos consumidos pelos seres humanos além de perpetuar as espécies vegetais.

O físico  Albert Einstein fez uma previsão assustadora, há mais de 60 anos: “Olhem as abelhas, se elas sumirem, a humanidade tem no máximo de quatro anos de sobrevida”, o motivo é simples: sem abelhas não há polinização, e sem polinização não há produção de alimentos.

Edilene Teles Barbosa

Desmatamento em Gráficos

Desmatamento da Amazônia cria ciclo econômico insustentável

Desmatamento da Amazônia cria ciclo econômico insustentávelPor Deborah Zabarenko   WASHINGTON (Reuters) –

A derrubada da Floresta Amazônica no Brasil produz um crescimento econômico insustentável, que atrai a população pobre para terras recém-desmatadas sem melhorar suas condições de vida ao final, afirmaram pesquisadores nesta quinta-feira.

Ambientalistas têm apontado há muito tempo para a existência deste ciclo, mas um novo estudo publicado no periódico Science quantifica o fenômeno com o acompanhamento de diferentes estágios do desmatamento ao longo de décadas.

“Apesar da ideia generalizada de que o desmatamento é o preço a ser pago pelo desenvolvimento, nós descobrimos que na verdade o desenvolvimento é transitório, não representa uma melhora sustentada do bem-estar das pessoas”, disse a principal autora, Ana Rodrigues.

De um modo ideal, os cientistas teriam estudado a derrubada da Amazônia ao longo do tempo. Em vez disso, eles foram a 286 localidades em estágios variados do ciclo de desmatamento, desenvolvimento e declínio, explicou Ana Rodrigues em uma entrevista por telefone.

Os cientistas monitoraram indicadores-chave de prosperidade –renda, educação e saúde– entre os habitantes das áreas destruídas da Amazônia.

“Nós comparamos esses dados em diferentes estágios da fronteira de desmatamento: antes do início, bem no meio da fronteira e depois de ela já ter passado”, disse a pesquisadora.

O processo normalmente funciona assim:

Primeiro, pessoas pobres e sem terra de todo o Brasil se dirigem a lugares onde o corte inicial de árvores acontece, recebendo uma rápida quantia de dinheiro e obtendo uma melhora na qualidade de vida.

O comércio de madeira rapidamente dá lugar à agricultura e à pecuária. No começo, a terra é fértil e produtiva, mas logo entra em declínio. Já sem madeira para vender, os habitantes da região escolhem entre ficar nas terras que conseguiram possuir ou partir para outra fronteira de desmatamento.

“Nós acreditamos que o impulso que nós vemos, a rápida expansão… na renda, na saúde e na educação, acontece porque as pessoas estão explorando rapidamente recursos naturais que não estavam acessíveis antes”, disse Ana Rodrigues.

“O que acontece mais tarde é uma combinação de aumento populacional… com superexploração dos recursos naturais.”

A Amazônia e outras grandes florestas estão cada vez mais valorizadas como depósito do dióxido de carbono responsável pelo aquecimento global; a vegetação nos campos agrícolas e nos pastos não armazena a mesma quantidade de CO2.

Prevê-se que qualquer tipo de acordo global para frear a mudança climática incluirá recursos para desencorajar o desmatamento.

Estamos perdendo a Amazônia!

A Amazônia está sendo destruída a uma velocidade incrível. Nossa flora e fauna está sendo extinta.

A NASA acaba de publicar estas imagens do estado de Rondônia, onde podemos comprovar como cresceu a devastação nesta área nos últimos oito anos.

É triste ver como a selva e a Floresta Amazônica está desaparecendo pouco a pouco. O planeta está sendo muito prejudicado a anos e não vemos medidas eficientes contra este crime “mundial”.

Foto do Estado de Rondônia no ano de 2000

Foto do Estado de Rondônia no ano de 2008

Se continuar assim, em mais 8 anos esta área será completamente desértica.

Pense sobre isto!

Foto del Estado Rodonia en el año 2000

Foto del Estado Rodonia en el año 2008