Três Razões para Não Comer Carne de Peixe

Vídeo – PETA: “The three best reasons not to eat sea animals.”
Veja o que o consumo de carne de peixe pode causar aos animais, à sua saúde e ao meio ambiente.

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Imagens impactantes sobre o plástico nos mares

Quase metade de todo lixo produzido pelo homem termina no mar.

“Dê uma olhada ao seu redor. Quase tudo que nós comemos, bebemos ou usamos está, de alguma forma, embalado em plástico – um material fabricado para durar para sempre e que, ainda assim, é utilizado em produtos que nós jogamos fora logo após o uso”.

A afirmação acima é dos organizadores do projeto 5Gyres – uma excursão que teve início no dia 8 de janeiro e irá percorrer os oceanos do mundo tentando compreender os problemas causados pelo plástico através da exploração, educação e ação.

Idealizada pelo casal de pesquisadores Marcus Eriksen e Anna Cummins, a viagem fará o primeiro estudo sobre poluição marinha por plásticos em todos os cinco pontos críticos do planeta e conta com o apoio de organizações e pesquisadores renomados, como o capitão Charles Moore, fundador da Fundação de Pesquisa Marinha Algalita (AMRF).

Mais grave do que podemos ver

O problema, segundo os organizadores do projeto, é que “o plástico foi criado para durar para sempre, mas desenhado para ser jogado fora”. O estímulo constante ao consumo fortalece o ciclo de exploração, fabricação, uso e descarte de tudo que o dinheiro pode comprar – consequência de uma cultura do “jogar fora” e que não avalia os problemas que tudo isso pode causar. Continuar lendo

Ilhas Maldivas: um paraíso ameaçado

Ilhas Maldivas

Considerado o país mais ameaçado do mundo pelos efeitos do aquecimento global, as Ilhas Maldivas – um paraíso fincado no Oceano Índico – anunciou um plano para zerar suas emissões de carbono nos próximos 10 anos. O país sofre por ser a nação mais baixa do planeta. Cerca de 80% de suas terras, constituídas de 1200 ilhas, não ultrapassam um metro acima do nível do mar e já há efeitos reais no cotidiano da população. Ao redor da capital, Malé, já foi construído um muro de contenção de enchentes com 3 metros de altura, mas as faixas de areia não param de diminuir.

A preocupação é tão iminente que o governo já faz planos de adquirir terras na Índia ou Sri Lanka para mudar o país de lugar caso o mar alague tudo.

Paralelamente a isso, as Maldivas assinaram um plano da ONU para se tornar o primeiro país livre de emissões de carbono e auto sustentáveis. Juntos nessa corrida estão a Costa Rica, Islândia, Noruega, Nova Zelândia e Mônaco. É a “Copa do Mundo do Carbono”, como os ambientalistas têm chamado. O bom dessa disputa é que ganhamos todos.

Paraíso ameaçado em função do Aquecimento Global

Como escreveu a jornalista Cláudia Carmello no excelente blog Viajante Consciente, tomara que essa disputa sirva de exemplo para o mundo inteiro e salve o nosso paraíso de lua-de-mel!

Fontes: Sustainable Travel / Viajante Consciente


Aquecimento global: os efeitos no Ártico

Especialistas preveem um aumento na temperatura do Ártico de até 9ºC durante o século XXI e o Pólo Norte pode ficar totalmente sem gelo no verão em apenas duas décadas. Um aquecimento de entre 3ºC e 5ºC já desencadearia mudanças bruscas nos ecossistemas da zona.

Estas são algumas das conclusões da equipe internacional que participou da primeira expedição no Ártico do chamado projeto Arctic Tipping Points (ATP, pontos de mudança no Ártico, em inglês), que constatou que uma massa de água quente proveniente do Atlântico invade grande parte do setor europeu do Oceano Glacial Ártico.

O aquecimento das águas árticas está provocando o derretimento rápido do gelo, assim como o deslocamento das espécies próprias da região para o norte.

Um dos objetivos principais da expedição, da qual participou o Conselho Superior de Pesquisas Científicas da Espanha (CSIC, na sigla em espanhol), foi determinar a partir de que nível de aquecimento podem ocorrer mudanças bruscas no Ártico, uma área geográfica situada ao redor do Pólo Norte da Terra.

Ao retornar da expedição, os pesquisadores do CSIC calcularam que um nível de aquecimento de entre 3ºC e 5ºC, em comparação com as temperaturas de 1990, já produzem bruscas mudanças no Ártico.

A zona onde mais sobe o termômetro.

O Ártico é a região do planeta onde a temperatura está aumentando mais rápido, com uma taxa de aquecimento três vezes maior que a do resto do planeta. A previsão é de um aumento de até 9ºC durante o século XXI.

Segundo o pesquisador Carlos Duarte, chefe da equipe do CSIC no projeto, “os prognósticos que falavam de uma rápida fusão do gelo foram ultrapassados pelas observações”.

Durante os anos de 2007 e 2008, houve uma perda brusca de gelo no Oceano Glacial Ártico, que resultou em uma diminuição de mais ou menos a metade da superfície congelada que restava normalmente no final do verão.

“A espetacular aceleração da perda de gelo no Ártico nos últimos anos sugere que a mudança climática entrou em uma nova fase nesta região, com possíveis consequências globais”, segundo o especialista. “Os modelos atuais sugerem que o Oceano Glacial Ártico poderia ficar totalmente sem gelo no verão em duas décadas, ou talvez antes”, acrescenta Duarte.

A expedição, realizada a bordo da embarcação norueguesa “Jan Mayen”, foi a atividade inaugural do projeto ATP, financiado pela União Europeia (UE) e com a colaboração da Fundação BBVA.

O projeto, do qual participaram pesquisadores noruegueses, dinamarqueses, russos, poloneses, portugueses, franceses, britânicos, suecos e espanhóis, também pretende determinar o alcance da pressão humana nestas consequências, através da proliferação de atividades econômicas no Ártico, como o turismo, a pesca, a exploração petrolífera e o transporte marítimo.

Mudanças com impacto inesperado.

O coordenador do projeto ATP, Paul Wassman, da Universidade de Tromso (Noruega), adverte que “as mudanças que observamos terão efeitos sem precedentes no ecossistema Ártico. É urgente estabelecer onde e quando se alcançarão os valores que desencadearão mudanças abruptas”.

Quando Wassman fala de mudanças bruscas, ele se refere à existência de pontos limiares de pressão a partir dos quais perturbações menores podem alterar de forma qualitativa o estado ou o desenvolvimento de um sistema.

O projeto ATP identificará os componentes do ecossistema ártico que provavelmente experimentarão mudanças bruscas como resultado do aquecimento do clima.

Os pesquisadores do CSIC já detectaram que a mortalidade dos organismos mais característicos do Ártico cresce rapidamente com o aumento da temperatura.

A equipe internacional detectou que o pequeno crustáceo Calanus glacialis, elemento central da cadeia alimentar do Ártico, teria desaparecido de áreas nas quais antes era abundante. O pesquisador Miquel Alcaraz afirma que “o deslocamento para o norte das águas atlânticas quentes deslocou as espécies árticas”.

A ausência do Calanus lacialis confirma os prognósticos dos pesquisadores e aponta para uma grande mudança na cadeia alimentar na região.

Durante a expedição, mais de mil litros de água do Oceano Glacial Ártico foram transportados para as instalações do Centro Universitário das Ilhas Svalbard, em Longyearbyen (Noruega), onde os pesquisadores do projeto ATP fizeram experimentos para estabelecer o ponto limite de aquecimento a partir do qual são detectadas mudanças bruscas em comunidades de plâncton.

A pesquisadora do CSIC Susana Agustí explica que “a biomassa e a produção fotossintética do plâncton colapsam com o aumento da temperatura, além de sua taxa de respiração, e, portanto, a produção biológica de dióxido de carbono (CO2) do plâncton ártico aumenta rapidamente com o aumento da temperatura”.

O CO2 é um dos principais gases responsáveis pelo agravamento do aquecimento da atmosfera e do planeta.

“As regiões polares do planeta não são mais a última fronteira, mas são as trincheiras da luta contra a mudança climática”, conclui Duarte.

Fonte: Yahoo Notícias

Postado por: Oscar Neto – Ambientalista e Diretor da Pão & Ecologia

Quanto lixo o mundo produz?

Esta é uma pergunta difícil de responder. Os números variam muito. A única coisa que dá para dizer, com certeza, é que a quantidade é grande e varia de país para país e de cidade para cidade.

Os maiores consumidores do mundo, os norte-americanos, produzem 1,8 kg por dia . A cidade de São Paulo tem números de primeiro mundo em relação ao lixo. Cada paulistano produz 1,2 kg por dia de lixo [Fonte: Web-Resol]. Aliás, países pobres e ricos têm estimativas diferentes para a quantidade de lixo. Os habitantes dos países pobres produzem  de 100 a 220 kg de lixo a cada ano ou de 0,27 kg a 0,6 kg por dia. E os dos países ricos produzem de 300 a uma tonelada por ano ou de 0,82 kg a 2,7 por dia. [Fonte: Nações Unidas]. Nova York, provavelmente, é a campeã com 3 kg de lixo por pessoa por dia [Fonte:Ipea].

Desmatamento da Amazônia e o Aquecimento Global

O segundo vídeo da trilogia Pense de Novo aborda o maior problema brasileiro para as mudanças climáticas: o desmatamento. Ao serem cortadas e queimadas, as árvores liberam para a atmosfera o dióxido de carbono que havia nelas. É assim que acontece cerca de 75% das emissões de gases de efeito estufa no Brasil, levando o país a ser o 4o. maior emissor do planeta.

WWF BRASIL

Postado por Oscar Neto

O desaparecimento das abelhas

As abelhas são elementos importantíssimos tanto para o homem como para o meio ambiente, seja pelos produtos de valor comercial fornecidos, (mel, própolis, cera e geléia real), mas principalmente pela ação da polinização, por contribuir para o aumento da produção de frutos e sementes de diversos vegetais de interesse agro florestal.

O número de colônias de abelha tem declinado consideravelmente, sendo um fato preocupante para a humanidade. Esse desaparecimento misterioso pode causar um estrago de proporções catastróficas aos seres vivos .Nos Estados Unidos recebeu o nome de Colony Collapse Disorder (Desordem e Colapso da Colônia) atingindo 30 a 50 estados. Três espécies já desapareceram nos últimos 50 anos e outras dez encontram-se ameaçadas. Foram encontradas abelhas sobreviventes em suas colméias, nas quais haviam perdido por completamente sua imunidade e estavam  infestadas por vários tipos de vírus e fungos ao mesmo tempo. Cientistas das Américas chegaram à conclusão de que elas se intoxicam ao coletar o pólen contaminado por herbicidas e inseticidas usados na agricultura.

Outra possível causa apontada por pesquisadores é o aquecimento global. O sistema de orientação das abelhas funciona  por meio dos olhos. As abelhas dependem da luz solar para encontrar o caminho de volta para as colméias. O aumento da incidência de raios ultravioletas poderia, assim, ser uma das causas do fenômeno.

Alguns apicultores Gaúchos e Catarinenses relatam desaparecimento de abelhas em níveis inéditos, registrando perdas de 25% na produção de mel em suas regiões. O fenômeno pode causar graves desequilíbrios ambientais, vez que as abelhas são responsáveis por mais de 90% da polinização e, de forma direta ou indireta pelos alimentos consumidos pelos seres humanos além de perpetuar as espécies vegetais.

O físico  Albert Einstein fez uma previsão assustadora, há mais de 60 anos: “Olhem as abelhas, se elas sumirem, a humanidade tem no máximo de quatro anos de sobrevida”, o motivo é simples: sem abelhas não há polinização, e sem polinização não há produção de alimentos.

Edilene Teles Barbosa