100 meses para salvar o Planeta

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Foi dada a largada para o fim do aquecimento global. Isso mesmo, segundo uma pesquisa realizada pela NEF (New Economics Foundation), a humanidade tem apenas 100 meses para reduzir os níveis de poluição ou o fenômeno do aquecimento global poderá se tornar irreversível. Em um artigo publicado pelo jornal The Guardian, o diretor do Programa de Mudanças Climáticas da NEF, Andrew Simms, diz como isso poderá acontecer e o que podemos fazer para zerar esse cronômetro antes que seja tarde.

Os cálculos indicam que em 100 meses (a contar a partir de 1º de agosto de 2008) a concentração de gases do efeito estufa na atmosfera terrestre começará a exceder um ponto crucial. A partir dali, não será mais possível evitar mudanças drásticas no clima do planeta.

Como a conta foi feita?

Para calcular esse risco, os estudiosos levaram em consideração definições do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) associadas aos dados das emissões atuais de gases do efeito estufa, aos níveis de crescimento dessas emissões em todo o planeta, ao limite máximo de poluição que podemos suportar até tornar a situação irreversível e às conseqüências dessas ações.

O estudo também indica que, se esses níveis de emissão ultrapassarem o limite estabelecido, as chances de a temperatura terrestre subir mais de 2ºC em pouco mais de oito anos pode aumentar até 34%. Esse é o nível limite aceitável pela União Européia e por outras organizações internacionais.

Elas consideram que até aí é possível controlar o aquecimento global e evitar que catástrofes naturais aconteçam em todo o planeta. Isso significa que caso o aumento da temperatura na Terra ultrapasse os 2ºC, ninguém mais garante o controle da situação, e isso pode acontecer em menos de 100 meses.

Degradação histórica

A concentração atual de dióxido de carbono (CO2) é a mais alta em 650 mil anos. Essa evolução, detonada pela Revolução Industrial e estimulada pela substituição das florestas pelos grandes centros urbanos, foi responsável pela emissão de 1.800 bilhões de toneladas de CO2 na atmosfera em apenas 200 anos.

A cada segundo as atividades humanas lançam no ar mil toneladas de gases do efeito estufa, que prendem a radiação solar, esquentando o planeta. Quando o acúmulo desses gases na atmosfera chegarem a um determinado ponto, o aquecimento global sofrerá uma elevação violenta e potencialmente incontrolável.

Conseqüências

O aumento da temperatura na Terra pode causar diversos fenômenos, como o derretimento das calotas polares. Esse derretimento, por sua vez, elevará ainda mais o calor no planeta, já que a vasta camada de gelo ajuda a refletir os raios solares de volta ao espaço, reduzindo a quantidade de calor absorvida pela superfície. Esse derretimento também elevará os níveis dos mares, que conseqüentemente absorverão mais calor, criando um ciclo catastrófico para a vida na Terra.

Outros fenômenos, como tempestades, furacões, terremotos, maremotos e tsunamis também serão mais freqüentes e violentos. Correntes marítimas e eólicas poderão sofrer alterações, influenciando atividades humanas por todo o planeta.

O Novo Acordo Verde

O mundo não pode mais esperar. O relógio está correndo e diversas ações devem ser tomadas o quanto antes e por todos nós. Pensando em solucionar três graves problemas, de uma só vez, um grupo de especialistas em economia, energia e meio ambiente criou o The Green New Deal. Baseado no famoso New Deal, do presidente americano Franklin Roosevelt, o grupo propõe soluções para a crise mundial do crédito, o alto preço dos combustíveis e, claro, o aquecimento global.

O plano inclui controlar as instituições financeiras e utilizar medidas fiscais para realizar uma reforma no sistema atual, criando um imposto adicional sobre as empresas petrolíferas, por exemplo. Esses recursos seriam investidos em um programa maciço de transformação ambiental que tiraria a economia da recessão, criando novos postos de trabalho e permitindo aos cidadãos que desempenhassem o seu papel na proteção climática da Terra.

Algumas propostas do The Green New Deal:

• Realizar um investimento maciço em energias renováveis e em largas transformações ambientais;
• Criação de milhares de Green Jobs (empregos verdes);
• Construção de uma nova aliança entre ambientalistas, indústria, agricultura e sindicatos, colocando os interesses de todos acima dos interesses individuais.

Para Andrew Simms, descentralizar, renovar, tornar mais eficiente, conservar e gerenciar a demanda serão as palavras-chave no processo de evolução. Ele ainda propõe uma revolução nos meios de transporte das grandes cidades, deixando de lado a proporção “uma pessoa – um carro” por um sistema eficiente de transporte público.

Outra mudança fundamental que deverá acontecer nos próximos 100 meses é o fim da utilização dos recursos fósseis e a busca por novas soluções para a criação de energia e a produção de alimentos. Além das vantagens óbvias, essas transformações irão gerar uma economia mais forte e capaz de suportar turbulências econômicas e ambientais que ainda estarão por vir.

O relógio está correndo.

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