MATÉRIA INTERESSANTE SOBRE: O ÍNDICE PLANETA FELIZ

“Martin Luther King não disse, ‘Eu tenho um pesadelo’ quando inspirou os movimentos por direitos civis. Ele disse, ‘Eu tenho um sonho’. E eu tenho um sonho, de que nós podemos parar de pensar que o futuro será um pesadelo”. É assim que o estatístico Nic Marks começa a sua palestra no TED Global 2010. Para ele, a humanidade vive um momento em que quase todas as previsões para o futuro são apocalípticas.

Mas o foco dos seres humanos não deve ser nos problemas (o que, para ele, leva ao medo e à fuga), e sim nas soluções, afirma o palestrante. E uma delas reverter a definição de progresso, que atualmente remete a conquistas econômicas e produção de bens, para uma nova medição, que leve em consideração questões como justiça social, sustentabilidade e qualidade de vida do povo.

“No início de 1968, este homem visionário, Robert Kennedy, deu a mais eloquente desconstrução do produto nacional bruto que já existiu. E ele terminou sua apresentação dizendo que ‘O produto nacional bruto mede tudo, exceto aquilo que faz a vida valer a pena’. Que loucura é essa? Que a medida dominante do progresso na sociedade está medindo tudo, exceto aquilo que faz a vida valer a pena?”, questiona Marks.

Ele então apresenta uma série de pesquisas globais que questionaram as pessoas sobre o que elas realmente queriam. E a resposta predominante foi: “felicidade”. Outros itens, como “dinheiro” também apareceram na lista, mas atrás de questões como “amor” e “saúde”. Para Marks, isso não passa de aspirações humanas normal, e o que torna o fato surpreendente é saber que os estatísticos de todo o mundo não estão mensurando esses valores nem pensando no progresso das nações de acordo com esses termos.

Índice Planeta Feliz

Foi pensando em reverter esse quadro e criar parâmetros para medir a felicidade e o bem-estar das populações dentro dos limites ambientais que ele ajudou a criar o Índice de Planeta Feliz. “O resultado final de uma nação representa o quão bem sucedida ela é na criação de vidas felizes e saudáveis para seus cidadãos. Esse deveria ser o objetivo de cada nação do planeta”, diz.

Ele ainda demonstra em um gráfico que a felicidade de um povo não está necessariamente ligada à quantidade de recursos naturais que ele consome e que é preciso levar isso em conta, já que só existe um planeta para explorarmos. Dentro desta tendência são as populações da América Latina as mais propensas a seguirem para uma situação onde a vida será boa e não custará tanto à Terra.

Qual o país no topo da lista? Costa Rica. “Eles são, de acordo com a última pesquisa Gallup, a nação mais feliz do planeta – mais que a Suíça e a Dinamarca. Eles estão no local mais feliz e estão fazendo isso com um quarto dos recursos que usualmente é utilizado no mundo ocidental”, afirma.

Marks lembra que 99% da eletricidade local vêm de recursos renováveis, o governo foi o primeiro a se comprometer a ser neutro em carbono até 2021, eles aboliram o exército em 1949, investiram em programas sociais, saúde e educação, e possuem uma das taxas mais altas de alfabetização do mundo. “Além de terem essa energia latina, essa conectividade social”, diz bem-humorado.

Ele termina sua palestra apresentando um projeto desenvolvido pela sua organização para o Departamento de Ciências do governo dos Estados Unidos, que traz as cinco ações positivas capazes de melhorar o bem-estar das pessoas. São elas:

Conecte-se. Entre em contato com seus relacionamentos sociais e invista seu tempo e sua energia com as pessoas que você ama.

Se mantenha ativo. Saia, vá dar uma caminhada, ligue o rádio e dance. “Ser ativo é ótimo para nosso humor positivo”.

Note. Esteja atento às coisas que acontecem no mundo, à mudança das estações, às pessoas ao seu redor.

Continue aprendendo. Não deixe de aprender coisas novas e se mantenha curioso. Não precisa ser um conhecimento formal, pode ser aprender a tocar um instrumento ou cozinhar uma receita nova.

Doe. Sentimos-nos bem quando doamos algo, por isso, adote essa prática. “Nossa generosidade, nosso altruísmo, nossa compaixão, tudo está interconectado ao mecanismo de recompensa do nosso cérebro”.

“E essas cinco formas de ser mais feliz não emitem nenhum carbono, não precisam de muitos bens materiais para serem praticadas. Eu acredito que o movimento ambiental, a comunidade de empresários, o governo, precisam ter uma visão de um mundo que todos nós queremos. Seres humanos querem ser felizes. E eu acredito que todos nós poderemos criar o mundo que queremos, onde a felicidade não custe a Terra”, conclui.
Assista o vídeo na íntegra, no link abaixo :                  (Para assistir em português, clique na opção “SUBTITTLE” em seguida, portugueze)

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